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Após quase 12 anos, militares são condenados por desaparecimento e morte de adolescente

Vítima, de 17 anos, está desaparecido desde agosto de 2014

Por: Redação
05/05/2026 às 20h35 Atualizada em 05/05/2026 às 21h35
Após quase 12 anos, militares são condenados por desaparecimento e morte de adolescente
Foto: Reprodução

Após dois dias de julgamento, na noite desta terça-feira (05) os réus do caso Davi da Silva foram condenados. Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade, policiais militares que estavam alocados na Rádio Patrulha, receberam a sentença.

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Eudecir Gomes de Lima foi condenado a 28 anos, 1 mês e 3 dias, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos e Nayara Silva de Andrade a 24 anos, 4 meses e 13 dias e Victor Rafael Martins da Silva, 21 anos , 9 meses e 13 dias. Às penas de Carlos Eduardo e Nayara foram acrescentadas mais um ano, 11 meses e 14 dias por tortura.

Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva perderam seus cargos e cumprem em regime fechado. A ex-militar Nayara Silva de Andrade fica impedida de exercer qualquer cargo público. Eles negam que tenham matado e ocultado o cadáver.

O julgamento foi marcado por bastante emoção. Cícero Lourenço da Silva, pai do Davi, chegou a passar mal em determinados depoimentos, precisando ser amparado e observado por uma equipe médica do tribunal. Ele chegou a pedir "um fio de cabelo" que pudesse ser usado para esclarecer o caso.

Davi da Silva desapareceu após uma abordagem policial no Benedito Bentes, em Maceió, em agosto de 2014. De acordo com relatos de testemunhas, ele estava com uma quantidade de maconha e, por isso, teria sido colocado dentro da viatura. Depois disto, ele nunca mais foi visto.

Durante a abordagem, ele estava na companhia de Raniel Victor, que chegou a ser colocado em um programa de proteção a testemunha. Contudo, 48 horas após sair do programa, foi encontrado morto. Ele era uma das principais testemunhas.

Maria José da Silva, mãe de Davi, lutou por justiça desde o início do caso. Porém, morreu em dezembro de 2025, dois meses após o julgamento ser adiado, e nunca viu o desfecho do caso acontecer. Ela morreu após não resistir a complicações cardíacas.

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