
Tema bastante atual e relevante, principalmente porque essas plataformas fazem parte do dia a dia da maioria dos adolescentes.
De um lado, as redes sociais contribuem para uma escrita mais rápida, prática e criativa. Aplicativos como WhatsApp, Instagram e TikTok incentivam o uso de abreviações, emojis, gírias e até novas formas de expressão. Isso pode estimular a criatividade e facilitar a comunicação entre os jovens, tornando a linguagem mais dinâmica e próxima da realidade deles.
Por outro lado, essa informalidade pode causar problemas quando o jovem precisa escrever em contextos formais, como redações escolares, provas ou textos acadêmicos. É comum, por exemplo, o uso de abreviações como “vc” (você), “pq” (porque) ou a falta de pontuação adequada, o que pode prejudicar a clareza e a norma padrão da língua.
Além disso, a escrita nas redes sociais muitas vezes prioriza a rapidez em vez da correção, o que pode levar à diminuição do cuidado com ortografia e gramática. Com o tempo, isso pode influenciar negativamente o desenvolvimento da escrita formal.
No entanto, é importante destacar que o problema não está nas redes sociais em si, mas no uso que se faz delas. Quando o jovem consegue diferenciar os contextos — sabendo quando usar linguagem informal e quando usar a norma padrão —, ele desenvolve uma competência linguística mais ampla.
As redes sociais têm uma influência significativa na escrita dos jovens: ao mesmo tempo em que ampliam as formas de expressão, também exigem atenção para que não prejudiquem a escrita formal. O ideal é buscar equilíbrio entre criatividade e correção.