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Após período de adaptação, guaribas-de-mãos-ruivas ganham liberdade em reserva ambiental de Coruripe

A área escolhida para a reintrodução está localizada em uma reserva ambiental da Usina Coruripe

Por: Redação Fonte: Ascom MPAL
12/06/2026 às 10h32 Atualizada em 12/06/2026 às 13h04
Após período de adaptação, guaribas-de-mãos-ruivas ganham liberdade em reserva ambiental de Coruripe
Foto: Ascom MPAL

O silêncio das matas alagoanas ganhou um novo som nessa quinta-feira (11). Depois de meses de preparação, adaptação e acompanhamento técnico, três guaribas-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul) finalmente deixaram o recinto de aclimatação e conquistaram a liberdade em uma área de Mata Atlântica protegida na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da Usina Coruripe, no litoral sul de Alagoas.

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A soltura marca um momento histórico para a conservação da fauna alagoana. Extinta em parte do território para onde agora retorna, a espécie voltou a ocupar um ambiente que um dia fez parte de sua área natural de ocorrência, graças ao trabalho conjunto coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas e Xenartros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/CPB), com a colaboração do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio do Programa Pró-Espécies, da Usina Coruripe, do Zoológico do Parque Estadual Dois Irmãos, do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), dentre outras instituições parceiras.

O trio de animais é formado por um macho e duas fêmeas. As fêmeas vieram da Paraíba, onde viviam em ambiente natural, enquanto o macho nasceu em cativeiro, no Zoológico do Parque Estadual Dois Irmãos, em Pernambuco. Desde março de 2025, os três foram submetidos a um processo de socialização e formação de grupo. Em outubro do ano passado, foram transferidos para Coruripe, onde permaneceram em um recinto de aclimatação para se adaptar às condições ambientais da região.

Segundo a analista ambiental do ICMBio e coordenadora do Plano de Ação Nacional dos Primatas do Nordeste, Mônica Montenegro, a soltura representa o resultado de um longo trabalho técnico: “Estamos trazendo essa espécie de volta para as matas de Coruripe, em uma área onde ela foi extinta há alguns anos. Então, hoje decidimos que os macacos estão prontos para a soltura, uma vez que já se alimentam dos recursos naturais disponíveis na natureza e estão formando um grupo coeso. Esperamos que essa reintrodução seja bem-sucedida”, explicou.

A iniciativa integra o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas do Nordeste (PAN Primatas do Nordeste), estratégia coordenada pelo ICMBio para ampliar as populações de espécies ameaçadas e promover a recuperação de áreas onde esses animais desapareceram ao longo do tempo.

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