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Comissão de delegados investiga homicídios de policiais em Delmiro Gouveia

Detalhes foram passados durante coletiva de imprensa

Por: Redação
20/05/2026 às 15h22
Comissão de delegados investiga homicídios de policiais em Delmiro Gouveia
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas concedeu uma coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (20) para passar mais informações sobre o assassinato de dois policiais em Delmiro Gouveia. O crime que aconteceu durante a madrugada, vem sendo investigado como homicídio qualificado, quando não há condições de defesa das vítimas.

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"Um dos dias mais tristes da história da Polícia Civil de Alagoas", começou falando o delegado-geral adjunto Eduardo Mero. Segundo foi passado, Gildate Goes Moraes Sobrinho, autor do crime, já foi transferido para Maceió, onde deve passar por exames psicológicos. Ele já teve a prisão preventiva decretada.

As investigações apontam que o trio teria ido à Olho D'Água do Casado, a fim de cumprir um mandato. Ao chegar ao local, foram informados que o alvo do mandato estava em Piranhas. Os três se dirigiram ao novo endereço, mas, no lugar, receberam a informação de que o mandato não estaria mais vigente por ter sido realizado o pagamento, pois o mandato tratava-se de caso de pensão alimentícia.

Ainda em Piranhas, por volta das 18h30, o trio decidiu jantar e teriam iniciado uma roda de bebedeira. Gildate informou que não lembra mais nada, só voltou a si quando estava em Delmiro Gouveia e dirigiu-se para a casa da companheira, onde foi localizado e preso.

Quando foi encontrado, Gildate informou onde estava a arma, em cima de um armário, local este que seja de costume ele guardar. Além de estar com o tênis melado com sangue. O celular ele havia deixado no carro e foi encontrado durante perícia.

As vítimas não apresentavam sinais de defesa e apenas três projéteis foram encontrados no veículo. Um estava intacto. Outro foi disparado na têmpora de Yago, mas não havia saída. O terceiro foi usado na nuca de Denivaldo, com quem o suspeito trabalhava há mais de 10 anos juntos. Não havia qualquer registro de discussão ou desentendimento entre eles.

Quando questionado sobre a possibilidade de Gildate ter participação em outros homicídios, inclusive atirado contra um animal, conforme afirmou o tio de Yago, a comissão de delegados não confirmou esta informação. Várias buscas foram realizadas nos sistemas da Polícia Civil e não havia nenhum procedimento policial.

Também foi confirmado pela esposa do autor que este não realizava nenhum tratamento psiquiátrico ou utilizava de qualquer medicamento.

A polícia segue investigando o caso para tentar entender a dinâmica, até o momento não se sabe qual disparo foi efetuado primeiro, e qual seria a real motivação para o crime.

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