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Câmara dos Deputados aprova projeto que limita alíquotas sobre combustível e energia

Câmara dos Deputados aprova projeto que limita alíquotas sobre combustível e energia

Por: Paulo Rocha
26/05/2022 às 05h59 Atualizada em 26/05/2022 às 08h59
Câmara dos Deputados aprova projeto que limita alíquotas sobre combustível e energia
Foto; Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

Proposta prevê compensação da União aos estados pela perda de arrecadação. Texto será enviado ao Senado

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[caption id="attachment_33772" align="aligncenter" width="768"] Foto; Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados[/caption]

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (25) o projeto que impede a aplicação de alíquotas de ICMS iguais às cobradas sobre produtos supérfluos para bens e serviços relacionados a combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. A proposta classifica esses setores como essenciais e indispensáveis. O texto será enviado ao Senado.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Elmar Nascimento (União-BA), para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/22, do deputado Danilo Forte (União-CE). Segundo o texto, haverá, até 31 de dezembro de 2022, uma compensação paga pelo governo federal aos estados pela perda de arrecadação do imposto por meio de descontos em parcelas de dívidas refinanciadas desses entes federados junto à União.

Segundo o texto, as compensações abrangem perdas ocorridas durante todo o ano de 2022 e serão interrompidas caso as alíquotas retornem aos patamares vigentes antes da publicação da futura lei ou se não houver mais saldo a ser compensado, o que ocorrer primeiro.

Embora o projeto trate da compensação da queda de receita por causa da diminuição da alíquota sobre esses produtos e serviços agora considerados essenciais, a apuração das perdas englobará o ICMS total arrecadado.

“O mais importante é darmos uma resposta hoje à população brasileira, que não aguenta mais essa carestia, essa angústia de ver corroído toda semana o orçamento familiar exatamente pelo preço de dois itens significativos: o combustível e a energia”, afirmou o autor do projeto, Danilo Forte.

Para o relator, a Câmara segue na linha do que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “É isso que nós estamos decidindo, o valor máximo da alíquota para o que é considerado essencial como interpretado pelo Supremo”, disse Elmar Nascimento.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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