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Segurança Pública apresenta balanço da Operação Loki

Segurança Pública apresenta balanço da Operação Loki

Por: Patrick Rocha
18/05/2022 às 17h36 Atualizada em 18/05/2022 às 20h36
Segurança Pública apresenta balanço da Operação Loki
Foto: Vanessa Siqueira

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A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP) realizou uma coletiva, na manhã desta quarta-feira (18), para apresentar o resultado das investigações da Operação Loki, que apurou fraudes em sete concursos públicos e desarticulou uma organização criminosa atuante em Alagoas e outros três estados do Nordeste.

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De acordo com os trabalhos coordenados pelo delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier, que durante as primeiras ações estava à frente da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC), 77 pessoas participaram das ações delituosas, sendo todas indiciadas pelos crimes de fraude em concurso público qualificado e organização criminosa. Os investigadores também pediram à Justiça o afastamento de 61 candidatos do certame.

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Todos os afastados já foram eliminados dos concursos pela própria empresa organizadora. No total, foram 20 candidatos ao cargo de Agente de Polícia Civil, 37 candidatos a soldado e dez a oficial da PM, e seis ao cargo de soldado do Corpo de Bombeiros Militar. Alguns foram eliminados em mais de um certame.

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“A população ajudou bastante através de denúncias na identificação dos fraudadores, que atuavam nos estados de Alagoas, Paraíba, Sergipe e Pernambuco. Desde as primeiras informações, iniciamos as ações e conseguimos prender 17 pessoas. Os materiais apreendidos durante a operação foram vastos. Fizemos análises em cerca de 29 terabytes de dados com os melhores equipamentos usados no mercado, tudo com apoio do Instituto de Criminalística de Alagoas e também do Governo Federal”, afirmou o delegado-geral.

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O secretário executivo de Gestão Interna da SSP, delegado José Carlos dos Santos, que integrou a comissão responsável pela investigação detalhou como agiam os fraudadores durante a realização das provas.

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“Um indivíduo se inscrevia no concurso somente com o objetivo de, logo de início da aplicação, levar a prova escondida no corpo até o banheiro, onde enviava imagens para o ambiente externo usando equipamento bem pequeno, que não eram reconhecidos nos detectores de metais usados pelas empresas organizadoras. Professores recebiam as questões, respondiam e repassavam apenas as alternativas corretas por ponto eletrônicos, que ficavam conectados por bluetooth a dispositivos pesos no corpo capazes de receber SMS e chamadas, como relógios”, disse ele reforçando que até nas provas discursivas, os orientadores repassavam informações relacionadas aos temas discutidos.  “Os candidatos inclusive buscavam de todas as formas a aprovação, realizando quantos certames fossem necessários para conquistar o objetivo”.

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Em média, cada candidato pagava uma entrada de R$ 5.000 pela aprovação em concurso de nível médio e o dobro para as vagas em nível superior. Após a nomeação, o segundo pagamento seguia regras a cada caso, mas sempre com base no valor da margem para o empréstimo consignado. Houve cobranças de R$ 100 mil.

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Ainda de acordo com as investigações, há indícios da atuação da fraude em concursos das empresas como Cebraspe, Cesgranrio, FGV e bancas regionais. Todas elas foram comunicadas sobre as apurações e constatações. “Informamos sobre o modus operandi da organização criminosa para que elas tomem providência no sentido de reforçar as ações que garantam uma maior segurança na realização das provas dos próximos certames”, concluiu o secretário de Gestão Interna.

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“A conclusão da investigação não tem só um efeito repressivo, nós queremos garantir que os próximos concursos sejam ainda mais vigiados e fiscalizados. Também reforçamos aos que estão estudando que se sintam mais seguros, pois estamos atuando para que as futuras provas sejam realizadas da forma mais lícita possível”, enalteceu o delegado Lucimério Campos, que também fez parte das investigações.

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O secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, enalteceu o trabalho desempenhado durante a operação. “Essa foi a maior ação da Polícia Civil pela vasta quantidade de dados e dispositivos analisados. Um trabalho importante e integrado especialmente com as agências de inteligência, que não permitiu o ingresso de criminosos nas forças da segurança”, frisou.

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Também estiveram presentes na coletiva o secretário executivo de Segurança Pública, tenente-coronel Patrick Madeiro, e o perito-geral da Polícia Científica, Manoel Melo.

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Agência Alagoas

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