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Economia de mercado e democracia fazem do Brasil país confiável

Economia de mercado e democracia fazem do Brasil país confiável

Por: Patrick Rocha
18/05/2022 às 14h12 Atualizada em 18/05/2022 às 17h12
Economia de mercado e democracia fazem do Brasil país confiável
Foto: Edu Andrade

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Ser uma democracia ocidental estruturada em uma economia de mercado, e estar localizado próximo aos mercados europeu e norte-americano ajudará o Brasil a se beneficiar da busca cada vez maior de outros países por segurança energética e alimentar. Mas para garantir essa posição, é fundamental que o país se destaque também como uma potência verde que preserva recursos ambientais e avança na transição para fontes limpas de energia.

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Estas foram as previsões apresentadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, hoje (18) durante o Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes. O evento, do qual participam ministros, secretários, empresários e autoridades, segue até sexta-feira (20) no Museu do Meio Ambiente, localizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

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“O Brasil já é uma potência verde, energética e alimentar. Essa ficha caiu para o mundo”, disse o ministro ao abrir seu discurso, no qual destacou a relevância deste papel na relação com outros países em um contexto de pós-pandemia de covid-19, seguido de uma guerra que alterou as cadeias produtivas globais.

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Segundo ele, a pandemia fez o mundo mergulhar em uma economia digital. Já a guerra entre Rússia e Ucrânia resultou em “um problema muito mais urgente para os europeus: está faltando tanto a energia que era fornecida pela Rússia, como os grãos que eram fornecidos pela Ucrânia”, disse o ministro.

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Guedes acrescentou que esse contexto mostrou ao mundo a relevância de dois "conceitos-chave" reforçados pelos EUA e pela Europa: o nearshore, que é a busca por negócios com países geograficamente próximos, de forma a facilitar a logística; e o friendshore, conceito relacionado a países mais confiáveis.

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“Qual é a única plataforma de amigos que estão perto? É a do Brasil. Essa ficha caiu para os outros países”, disse Guedes. “Estamos perto, do ponto de vista de logística, e ao mesmo tempo somos confiáveis porque somos uma democracia com economia de mercado”, acrescentou.

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Ainda segundo o ministro, um outro fator que é buscado pelas outras economias é o relativo à questão ambiental. Para ele, é fundamental que o país avance na transição para uma economia mais sustentável do ponto de vista ecológico.

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Nesse sentido, Guedes destacou que a imagem do país tem mudado. A percepção do ministro tem, como base, conversas mantidas com autoridades estrangeiras. “Éramos visto como problema [do ponto de vista] climático para o mundo, percebidos como poluidores. Isso mudou”, disse.

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Nessas conversas, Guedes tem reiterado a intenção brasileira de "taxar poluição, aplicando impostos para quem polui; de estimular inovações que usem tecnologias de despoluição; e de premiações, via remunerações àqueles que preservam recursos ambientais”.

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A preocupação com a questão da sustentabilidade está cada vez mais presente também nos grandes grupos econômicos e financeiros do exterior, conforme disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também participou do Congresso Mercado Global de Carbono. Segundo ele, o Brasil tem muito a se beneficiar do mercado de crédito de carbono.

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Na avaliação de Campos Neto, “sustentabilidade, hoje, é igual à produtividade”, disse pouco antes de classificar como “engenhoso” o mercado de crédito de carbono, por possibilitar, a cada país, internalizar os benefícios da redução de suas próprias emissões de carbono.

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“Escuto muitos falarem de imposto de carbono. Em alguns casos, acredito ser justificável achar que um governo que cobra imposto e faz alocação lógica faz um bem”, disse. “Em 2008 [durante a crise financeira internacional], esse mercado se retraiu na Europa. Mas hoje vemos uma situação completamente diferente, após termos tido diversos impactos climáticos”.

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O presidente do BC acrescentou que o Brasil tem se destacado por seu potencial de energia e agricultura limpas e, agora, pelos investimentos sustentáveis. “Este é um tema de fluxo de investimentos”, resumiu após lembrar que a nova divisão geopolítica decorrente da guerra na Europa representa também uma oportunidade para o Brasil, “na qual se procura países produtores de insumos, para se atingir o equilíbrio”

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Nesse processo visando o desenvolvimento do mercado de carbono, Campos Neto destacou a necessidade de se criar fundos de investimentos focados em políticas de governança para a questão ambiental.

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Agência Brasil

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