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Vacina será obrigatória na Alemanha e restrições crescem

Vacina será obrigatória na Alemanha e restrições crescem

Por: Patrick Rocha
02/12/2021 às 15h22 Atualizada em 02/12/2021 às 18h22
Vacina será obrigatória na Alemanha e restrições crescem
Foto: Reuters

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A vacinação contra a covid-19 na Alemanha poderá ser obrigatória a partir do próximo ano, anunciou hoje (2)  a chanceler Angela Merkel. Em paralelo, serão também impostas medidas mais restritivas para a população que ainda não se vacinou. Ela ficará impedida de ter acesso a grande parte de serviços de cultura e lazer.

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A decisão foi anunciada durante uma conferência que reuniu a atual chanceler e o sucessor, Olaf Scholz, que deverá ser eleito no Bundestag [parlamento] na próxima semana.

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Merkel e Scholz concordaram na elaboração de um projeto de lei para tornar a vacinação obrigatória. O documento será submetido ao parlamento para entrar em vigor entre fevereiro e março.

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Os dois líderes chegaram também a um acordo com os representantes dos 16 estados federados da Alemanha para impedir o acesso de quem ainda não se vacinou a serviços de cultura e lazer, com a exceção apenas de estabelecimentos essenciais como supermercados, farmácias ou padarias.

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Este novo sistema proíbe o acesso de pessoas ainda não vacinadas a bares, restaurantes, teatros, cinemas, recintos desportivos ou comércio não essencial. Além disso, eles ficam também limitados ao contato no máximo com duas pessoas fora do seu agregado familiar.

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A Alemanha conta até ao momento com 68,7% da população vacinada (80% da população adulta). Nos últimos dias, os números da covid-19 no país estabilizaram, mas continuam alarmantes, com muitos hospitais perto de um ponto de ruptura. A emergência de uma nova variante, a Ômicron, só veio adensar ainda mais os riscos de sobrecarga dos hospitais nos próximos dias.

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"A quantidade de trabalho dos hospitais está perto de atingir limites", alertou Angela Merkel. A chanceler alemã apelou à vacinação e disse que as novas regras são "um ato de solidariedade nacional" com o objetivo de reduzir o número diário de novas infecções.

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Olaf Scholz, que deverá suceder a Angela Merkel a partir da próxima quarta-feira, reconhece que a situação de saúde no país é "muito, muito difícil" e que os números de infecção estabilizaram, "mas a um nível demasiado elevado". Hoje, a Alemanha registrou mais 73 mil novas infecções e 388 mortes por covid-19.

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O futuro chanceler alemão disse, ainda, que a prioridade agora é "convencer quem ainda não se vacinou". O governo de Merkel e Scholz pretende aplicar mais 30 mil doses de vacinas até o Natal.

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Agência Brasil

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