
Após um ano e quatro meses atendendo, exclusivamente, pacientes com a Covid-19, o Hospital Regional do Norte (HRN), em Porto Calvo, mudará o perfil assistencial nesta sexta-feira (19) e vai contar com 133 leitos, sendo 100 Clínicos e 33 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com isso, a unidade passará a realizar, no primeiro momento, cirurgias de Média e Alta Complexidade nas especialidades de Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral e Ortopedia, além de Cardiologia, Neurologia, Ginecologia, Nefrologia e Urologia, posteriormente. A ação integra a programação do Governo Presente, que ocorre em municípios da região entre os dias 18 e 20 de novembro.
A mudança do perfil assistencial será possível graças à queda da curva de contágio da doença pandêmica em Alagoas, bem como, em razão da redução nas internações e nos óbitos por Covid-19. Dados que podem ser comprovados, diariamente, pelas estatísticas emitidas por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que produz o Boletim Epidemiológico da Covid-19, bem como, pela Central Estadual de Regulação de Leitos, que elabora o Mapa Diário de Ocupação de Leitos.
Com a mudança do perfil assistencial, os 166.048 moradores dos municípios de Porto Calvo, onde o HRN está localizado, além de Jacuípe, Japaratinga, Maragogi, Matriz de Camaragibe, Passo do Camaragibe, Porto de Pedras, São Luiz do Quitunde, São Miguel dos Milagres, receberão assistência hospitalar na região onde residem, conforme prevê o Plano de Regionalização da Saúde, que norteou a construção do HRN. A medida, segundo o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, irá contribuir para reduzir o fluxo de pacientes no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, uma vez que, até então, os pacientes da região Norte de Alagoas não contavam com um hospital geral.
“Tivemos que antecipar a abertura do Hospital Regional do Norte em julho de 2020 para atender a população acometida pela Covid-19. Após quase um ano e meio focado na assistência aos infectados pelo novo coronavírus, vamos realizar a mudança de chave, alterando o perfil assistencial e assegurando que ele cumpra o real papel para o qual foi planejado e construído", justificou o gestor da saúde estadual. "Uma iniciativa que só será possível porque os alagoanos estão contribuindo com as medidas sanitárias, que têm reduzido as internações por Covid-19, além de estarem comparecendo aos postos de vacinação para se imunizarem contra a doença pandêmica”, complementou.
Agência Alagoas