Sábado, 07 de Março de 2026
24°C 28°C
Maceió, AL
Publicidade

Neurocirurgião Thiago Fortes fala sobre distonia, doença neurológica que atinge 65 mil brasileiros

Neurocirurgião Thiago Fortes fala sobre distonia, doença neurológica que atinge 65 mil brasileiros

Por: Paulo Rocha
17/11/2021 às 06h29 Atualizada em 17/11/2021 às 09h29
Neurocirurgião Thiago Fortes fala sobre distonia, doença neurológica que atinge 65 mil brasileiros
Foto: Ulisses Pinheiro

Mais de 65 mil brasileiros são acometidos pela distonia, uma doença neurológica que provoca movimentos involuntários em parte do corpo. Esta é a terceira desordem do movimento mais comum, ficando atrás apenas da Doença de Parkinson e dos tremores essenciais.

O neurocirurgião, Thiago Fortes, que faz parte do corpo médico da neurointensiva – UTI neurológica do Hospital Memorial Arthur Ramos - explica que existe uma dificuldade no diagnóstico já que em 2/3 dos casos não é possível identificar nenhum fator desencadeante ou causa. “O maestro João Carlos Martins é um dos portadores desta patologia, e no seu relato, ele conta que aos 13 anos apresentou os primeiros sintomas e ao procurar um diagnóstico para o que sentia, ainda jovem, não encontrou muita informação. Somente aos 18 anos de idade, conseguiu ser diagnosticado com distonia focal”, pontuou.

Thiago conta que a distonia costuma acometer qualquer área do corpo, como mãos, pernas, olhos, cordas vocais e em casos mais raros pode progredir até o indivíduo ficar completamente imobilizado. “Ela surge devido a um problema cerebral, no sistema nervoso, responsável por controlar o movimento muscular. Pode ser genético ou decorrente de uma doença ou lesão, como por exemplo, AVC, doenças de Parkinson, pancada na cabeça ou encefalite”, disse.

O médico pontua a distonia não tem cura, mas os espasmos musculares podem ser controlados com o tratamento feito com injeções de toxina botulínica, conhecida como botox, medicamentos, fisioterapia ou cirurgia. “O principal objetivo do tratamento é controlar as contrações musculares involuntárias e, consequentemente, melhorar a aparência e a qualidade de vida da pessoa”, informou.

O tratamento cirúrgico para distonia pode ser uma opção para indivíduos cujos sintomas não respondem a medicamentos orais ou injeções de toxina botulínica. Segundo, o neurocirurgião ele pode ser feito através de duas técnicas: estimulação cerebral profunda e desnervação periférica seletiva. “A cirurgia visa interromper a comunicação defeituosa entre o cérebro e os músculos que estão causando os movimentos involuntários. Ela trata os sintomas e melhora a função, mas não cura totalmente a doença”, falou.

Thiago Fortes ressalta que como toda intervenção cirúrgica, ela também pode apresentar riscos, por isso, o sucesso de qualquer procedimento está vinculado ao diagnóstico adequado, na experiência da equipe clínica e na habilidade do neurocirurgião.

Assessoria

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Maceió, AL
24°
Tempo nublado
Mín. 24° Máx. 28°
25° Sensação
1.03 km/h Vento
100% Umidade
100% (8.46mm) Chance chuva
05h27 Nascer do sol
17h41 Pôr do sol
Domingo
28° 25°
Segunda
28° 25°
Terça
28° 26°
Quarta
28° 26°
Quinta
28° 25°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,27 +0,40%
Euro
R$ 6,12 +0,42%
Peso Argentino
R$ 0,00 +2,94%
Bitcoin
R$ 379,300,64 -0,07%
Ibovespa
179,364,81 pts -0.61%
Enquete
...
...
Publicidade