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Foto: Divulgação[/caption]
Novembro mal começou e muitas lojas já iniciaram um ‘esquenta’ da Black Friday, antecipando promoções e criando expectativa para a última sexta-feira do mês, dia tradicional da ação promocional. Para estimar o comportamento do consumidor de Maceió no período, o Instituto Fecomércio AL realizou, nos dias 25 e 26 de outubro, a pesquisa de Intenção de Consumo para a Black Friday. De acordo com o levantamento, 34,13% dos consumidores comprarão itens no período, enquanto 16,87% afirmaram que talvez realizem compras. Com isso, a data deve movimentar R$ 33,5 milhões na economia da capital.
Embora a projeção para este ano esteja 1,47% menor do que o movimentado em 2020 (R$ 34 milhões), o tíquete médio, que é o valor que as pessoas pretendem investir nas compras, aumentou 59,6%, chegando a R$ 482,50 (ano passado foi de R$ 302,17). O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Victor Hortencio, explica que, mesmo com a manutenção do volume de recursos injetados, já que o montante deste ano é praticamente igual ao do ano passado, gerando uma compensação entre preço e quantidade, uma vez que os consumidores estão dispostos a adquirirem produtos de maior valor.
Essa intenção do consumidor gastar mais reflete que a data vem se consolidando no mercado. Tanto que, segundo a pesquisa, 80,5% dos entrevistados disseram acreditar nos descontos promovidos, seja de forma total (23,7%) ou parcial (56,8%). Os eletrodomésticos (26,8%) e os eletroeletrônicos (19,8%), ou estes dois tipos de produtos na mesma compra (3,9%), estão no topo da preferência dos consumidores. Talvez por isso o Centro de Maceió, que concentra uma boa variedade de lojas voltadas a estes itens, seja o local que 41,2% das pessoas irão, enquanto os shoppings responderão por 15,9% do público. Mas há quem deseje realizar suas compras no conforto de casa: 40,4% dos que pretendem gastar afirmaram que irão realizar suas aquisições via internet. “Vale lembrar que ainda estamos em tempos de pandemia e parte dos consumidores optarão pelas compras online como forma de evitar as aglomerações que tanto marcam a data. Some-se a isso o fato de a internet possibilitar acesso a lojas que ainda não possuem pontos físicos ou franquias em Maceió”, avalia o economista, complementando que, no geral, as empresas acabaram se adaptando bem a este mercado virtual.
Para o presidente da Fecomércio, Gilton Lima, a data contribuirá para o estímulo das vendas e ocorre num momento em que a a perspectiva dos setores é positiva. “A Black Friday vem sendo incorporada à cultura brasileira por uma demanda de mercado. Pela proximidade com o período natalino, a data é, para o comércio em geral, uma aquecimento de vendas para o final de ano”, ressalta.
Fonte: Fecomércio