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Quarto trimestre deve ser marcado por altas no Consumo das Famílias

Quarto trimestre deve ser marcado por altas no Consumo das Famílias

Por: Paulo Rocha
28/10/2021 às 05h52 Atualizada em 28/10/2021 às 08h52
Quarto trimestre deve ser marcado por altas no Consumo das Famílias
Com assessoria

Indicador subiu 2,9%, em outubro, e deve subir ainda mais puxado pela Black Friday, pelo 13º terceiro e pelo período natalino

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[caption id="attachment_14147" align="aligncenter" width="964"] Com assessoria[/caption]

O início do quarto trimestre do ano pode ser marcado pela recuperação na tendência de consumo. É que a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aponta que, em Maceió, este indicador teve crescimento de 2,9%, em outubro, chegando a patamares registrados no início deste ano. O levantamento foi realizado pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Embora ainda fique abaixo de 100 pontos, o que ainda caracteriza pessimismo, o ICF registrou 92,2 pontos este mês, o que representa um aumento de 3,2% comparado a agosto passado, quando foi registrado o pior desempenho com 89,3 pontos. Essa trajetória recoloca a intenção de consumo no ritmo do crescimento.

Além de refletir o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a consequente flexibilização no distanciamento social, fazendo com que as pessoas frequentem mais ambientes externos ao lar e ao trabalho, esse movimento de alta caracteriza o final de ano, como explica Victor Hortencio, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL). “Os últimos meses são marcados pela Black Friday e pelo período natalino, trazendo uma movimentação maior ao comércio devido à injeção do 13º salário e à contração de trabalhadores temporários; comportamento consolidado e visto todos os anos”, afirma.

Ainda de acordo com o levantamento, a maioria dos subíndices seguiu a tendência de recuperação, o que cria uma perspectiva otimista de continuidade de crescimento do consumo até o final de dezembro, gerando uma expectativa de que chegue a uma média próxima dos 100 pontos no decorrer desse período.

O único subíndice que teve variação negativa foi o de Perspectiva Profissional, com queda de 0,3%. Mas vale lembrar que essa variação é de pouca expressão ou de baixo impacto do ponto de vista percentual, recaindo em um subindicador que se baseia em questões subjetivas como promoções, comissões sobre vendas, crescimento da carreira e outras situações.

Com este cenário geral, a perspectiva é mais positiva do que os meses passados, mesmo em meio a uma complicada conjuntura econômica nacional. “Estamos com a inflação e o desemprego em alta e sofremos o impacto de fatores externos como a crise hídrica e energética. Ainda assim, podemos esperar que o movimento e o volume de consumo em Alagoas se eleve seguindo a tendência sazonal de final de ano, potencializado pelo início da primavera/verão e o aumento da alta temporada do Turismo no Estado”, avalia o economista.

Fonte: Fecomércio

 

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