
A onde calor que atinge a Europa já matou dezenas de pessoas, fechou escolas, reduziu a velocidade dos trens, causou apagões e obrigou os agricultores a colher grãos à noite. Na França, que na terça-feira (23) registrou o dia mais quente desde que os registros começaram, há quase 80 anos, as autoridades buscavam restabelecer a energia elétrica em milhares de residências. A temperatura máxima registrada foi de 44,3°C na cidade de Pissos, no sudoeste do país.
Na Itália, 16 cidades, entre elas Milão e Roma, o Ministério da Saúde emitiu o alerta máximo de calor.
A Grã-Bretanha caminha para o dia mais quente de junho. O serviço meteorológico emitiu o segundo alerta de calor extremo da história. Centenas de escolas permaneceram fechadas ou encerraram as aulas mais cedo, uma vez que as altas temperaturas poderiam colocar em risco.
Na França, pelo menos 48 pessoas morreram afogadas tentando se proteger do calor intenso, enquanto duas crianças morreram asfixiadas dentro de um carro.
Já na Espanha, duas pessoas idosas morreram de insolação, que tem registrado temperaturas extremas desde o fim de semana, ultrapassando os 40°C. As temperaturas começaram a cair na quarta-feira (24).
Tudo isso devido a um padrão climático raro, conhecido como bloqueio ômega, estava causando temperaturas recordes em toda a Europa. As temperaturas chegavam a 18 graus Celsius acima do normal. O fenômeno assemelha-se à forma da letra grega ômega.