
A FIA atualizou o regulamento técnico da Fórmula 1 após a controvérsia envolvendo a taxa de compressão do motor utilizado pela Mercedes. A principal mudança determina que a medição da taxa de compressão passará a ser feita também a 130 °C, e não apenas em temperatura ambiente, como vinha ocorrendo até então.
A alteração está descrita no Artigo C5.4.3 do regulamento técnico e estabelece um cronograma de transição:
Até 31/05/2026: medição apenas em temperatura ambiente.
De 01/06/2026 a 31/12/2026: medição em temperatura ambiente e a 130 °C.
A partir de 2027: medição exclusivamente na temperatura máxima especificada (130 °C).
O que muda na prática?
A taxa de compressão é um fator crucial para o desempenho do motor, influenciando diretamente potência e eficiência térmica. A medição apenas em temperatura ambiente poderia abrir brechas para ganhos de performance quando o motor opera em condições reais de corrida — onde as temperaturas são significativamente mais altas.
Com a nova regra, a FIA busca garantir maior igualdade técnica entre as equipes, reduzindo possíveis interpretações que permitam vantagens indiretas.
Impacto no campeonato
As novas inspeções entram em vigor já em 1º de junho, antecipando o plano anterior que previa implementação apenas em agosto. Com isso, a Mercedes ainda pode manter uma possível vantagem nas sete primeiras etapas da temporada, antes da aplicação completa da fiscalização ampliada.
A equipe alemã minimizou os efeitos da mudança, indicando que o impacto no desempenho deve ser limitado. No entanto, rivais apontam que o ganho potencial poderia ser relevante, especialmente em pistas onde eficiência de motor é determinante.
A decisão reforça a postura recente da FIA de endurecer verificações técnicas e fechar brechas regulatórias mantendo o equilíbrio competitivo em uma era onde cada detalhe faz diferença na disputa pelo título.