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PF deflagra operação para combater fraudes milionárias contra a Caixa

A investigação revelou que o grupo utilizava documentos falsos e empresas inexistentes

Por: Redação Fonte: Ascom PF
25/02/2026 às 08h35 Atualizada em 25/02/2026 às 13h31
PF deflagra operação para combater fraudes milionárias contra a Caixa
Foto: Ascom PF

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL), em ação conjunta com o Grupo de Pronta Intervenção (GPI/AL) e com o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Alagoas (BOPE/PMAL), deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Contrato Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias estruturadas e lavagem de capitais, que operava por meio da criação de empresas de fachada e cooptação de "laranjas" para lesar a Caixa Econômica Federal no estado de Alagoas.

Foram cumpridos 32 mandados judiciais de busca e apreensão, além de mandados de prisão preventiva, sequestro de bens, afastamento cautelar de função pública e quebra de sigilo de dados telemáticos. As diligências ocorreram em Maceió, Coruripe e São Luís do Quitunde. Foram apreendidas armas de fogo, veículos de luxo, balança de precisão e equipamentos eletrônicos.

A investigação revelou que o grupo, liderado por empresários da região e com a participação direta de um gerente da própria instituição financeira, utilizava documentos falsos e empresas inexistentes para obter vultosos empréstimos bancários. Os recursos eram rapidamente transferidos para contas pessoais dos líderes da organização ou para empresas coligadas. Além das fraudes de crédito, o esquema envolvia a contratação de apólices de seguro de vida em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade, que vinham a óbito em circunstâncias suspeitas logo após a formalização dos contratos, figurando os líderes do grupo como beneficiários. Há indícios de mortes de moradores de rua por afogamento.

A Polícia Federal ressalta que as fraudes contra instituições bancárias federais comprometem a integridade do Sistema Financeiro Nacional e desviam recursos que deveriam ser destinados ao fomento econômico e ao atendimento social da população.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de lavagem de capitais, estelionato majorado, falsidade ideológica, organização criminosa e obtenção de financiamento mediante fraude em instituição financeira. As penas, se somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

Os indícios que apontam para mortes “suspeitas” de pessoas em situação de vulnerabilidade, titulares de seguro de vida, cujos beneficiários estão entre os investigados, serão repassados ao órgão policial competente para providências cabíveis.

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