
Após decisão da justiça do estado de São Paulo que o condenou, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu, através das redes sociais. Ele foi condenado a pagar indenização por danos morais a uma mulher trans a qual chamou de homem.
Virou crime chamar homem de homem. Repito: virou crime dizer uma verdade biológica. Centenas de processos, nenhum condenado por corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de emenda e roubo de aposentado. Só resta condenar por dizer verdades. Ser perseguido pelo mal é o preço de não ser um deles.
A declaração foi postada na conta do X, antigo Twitter.
O caso aconteceu em 2022 quando exercia a função de vereador por Belo Horizonte. Nikolas comentou um vídeo onde um salão de beleza, especializado em depilação feminina, recusou-se a realizar o procedimento de depilação íntima. A mulher trans acusou o salão de transfobia.
Nikolas alegou que exerceu o direito de livre expressão. Ele não teria utilizado de xingamentos nem termos que pudessem ferir a honra da autora. Já para o juiz André Bezerra, da 42ª Vara Cível de São Paulo, afirmou que a conduta apoia a discriminação e incentiva outros locais a terem a mesma atitude.
O deputado ainda pode recorrer.