
Mohammed Ben Sulayem seguirá no comando da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) por mais um mandato. O dirigente garantiu sua permanência após o americano Tim Mayer, seu único adversário na disputa eleitoral, retirar oficialmente sua candidatura devido a uma exigência pouco conhecida do estatuto da entidade.
Segundo o regulamento eleitoral da FIA, cada candidato à presidência deve apresentar uma lista com seis vice-presidentes, representando todas as regiões globais da federação requisito que Mayer não conseguiu cumprir dentro do prazo. A limitação acabou inviabilizando sua candidatura e, consequentemente, confirmando Ben Sulayem como presidente sem necessidade de votação.
Com a retirada de Mayer, o dirigente dos Emirados Árabes Unidos assegura automaticamente mais um ciclo à frente da FIA, mantendo o controle sobre as principais decisões do automobilismo mundial, incluindo a Fórmula 1, o WEC e o Rali Dakar.
A eleição estava prevista para acontecer no fim deste ano, mas com a desistência, o processo foi encerrado antecipadamente. A confirmação oficial deve ser feita nos próximos dias em comunicado público da FIA.
Desde que assumiu o cargo em 2021, Ben Sulayem tem sido uma figura controversa. Sua gestão foi marcada por tensões com a Fórmula 1 Management (FOM), discussões sobre regras esportivas e tentativas de modernizar a estrutura interna da FIA. Apesar das críticas, o dirigente manteve apoio político suficiente dentro do Conselho Mundial do Automobilismo, especialmente entre as federações nacionais de menor expressão.
Com a reeleição garantida, Ben Sulayem deve concentrar esforços em fortalecer o papel da FIA nas decisões técnicas da Fórmula 1 e avançar em projetos de sustentabilidade e segurança nas competições sob sua jurisdição.