
O clima de expectativa para a chegada da Fórmula 1 a Madrid, marcada para 2026, já ganhou contornos de polêmica. Neste fim de semana, centenas de pessoas foram às ruas da capital espanhola em protesto contra a realização do Grande Prêmio, exigindo a retirada da corrida do calendário.
Os manifestantes se concentraram em pontos centrais da cidade, exibindo faixas e cartazes com críticas ao projeto. As principais reivindicações giram em torno do impacto ambiental e social do evento, que, segundo eles, pode gerar transtornos urbanos, aumento da poluição sonora e custos elevados para os cofres públicos.
“Queremos investimentos em mobilidade, saúde e educação, não em corridas milionárias”, dizia um dos cartazes. Outro grupo ressaltava preocupações com a reestruturação viária prevista para abrigar o circuito urbano, que passará por áreas de grande circulação.
O que está em jogo
O contrato assinado entre a Fórmula 1 e Madrid prevê a estreia do Grande Prêmio da Espanha em formato urbano a partir da temporada de 2026, substituindo Barcelona como sede principal da prova. O governo local defende que a corrida trará benefícios econômicos, movimentando turismo, hotéis e restaurantes, além de projetar internacionalmente a imagem da cidade.
Por outro lado, opositores afirmam que o investimento poderia ser direcionado a áreas prioritárias e questionam a sustentabilidade do projeto.
Próximos passos
Até o momento, a Fórmula 1 não se pronunciou oficialmente sobre a manifestação. Autoridades locais, por sua vez, reforçaram que os estudos de impacto seguem em andamento e que a corrida será organizada “com responsabilidade e benefícios para todos”.
A polêmica, no entanto, deixa claro que a estreia da F1 em Madrid não será apenas uma festa esportiva, mas também um tema de forte debate social e político na Espanha.