
Já ouvi a frase: “quem grita, perde a razão”. E isso faz todo sentido. Muitas vezes, quando alguém grita, é porque já perdeu os argumentos há muito tempo e, sem outra estratégia, acaba usando o grito como forma de defesa.
No lar não é diferente. É preciso ter muito cuidado na forma como a autoridade é transmitida dentro de casa, pois isso pode gerar traumas futuros nos filhos (e, consequentemente, nas relações que eles terão) e, muitas vezes, minar a confiança entre pais e filhos. O resultado costuma ser: crianças que escondem coisas por medo de represálias e adultos que não confiam no que elas dizem, já que em algum momento foram pegas na mentira.
O que fazer, então? A primeira atitude é falar com calma e firmeza. O adulto precisa assumir seu lugar de autoridade, mas sem abrir mão de ser amigo da criança. É possível ser referência e, ao mesmo tempo, estabelecer uma relação de confiança. Afinal, nenhum relacionamento funciona sem confiança — nem mesmo o entre adultos e crianças.
Dar o exemplo é outro ponto fundamental. Como já mencionado em outros textos, as crianças aprendem muito mais pelo que veem do que pelo que ouvem. Isso significa que não adianta gritar, castigar ou até bater, se quem deveria ser o modelo de comportamento não demonstra, na prática, aquilo que exige. A correção deve ser feita com amor e exemplo.
O respeito mútuo também é essencial. Ele pode ser cultivado por meio de momentos de qualidade em família — seja com todos reunidos, seja em tempo exclusivo com cada filho. Quando os vínculos são estreitos, os resultados aparecem naturalmente.
Por isso, seja pai, mãe, tio, tia, avô, avó ou qualquer outro educador: seja o adulto em quem a criança possa confiar, a quem ela possa recorrer e ter como exemplo. Assim, você estará ajudando a formar não apenas bons filhos, mas também bons adultos e, consequentemente, bons cidadãos.