
É comum ouvirmos que as palavras têm poder — e eu realmente acredito nisso. Por essa razão, é preciso ter cuidado com o que dizemos às crianças e com o que permitimos que elas digam sobre si mesmas.
O primeiro passo é fortalecer a autoestima da criança para que ela passe a confiar em si. Afinal, se nem ela confia nela mesma, quem irá confiar? Muitas vezes, o problema vem dos adultos que convivem com essas crianças em casa. Elas podem estar inseridas em um ambiente onde o que ouvem não as torna mais fortes, mas sim mais inseguras. Uma palavra mal colocada pode penetrar na mente da criança de forma tão profunda que interfere em sua vida desde cedo — e pode acompanhá-la por toda a vida, afetando suas relações futuras: seja no trabalho, no casamento ou na educação dos próprios filhos.
Cada criança tem um talento, mesmo que os adultos não o reconheçam. Muitas vezes, os adultos projetam seus próprios sonhos nas crianças, sem respeitar os sonhos delas. É essencial que os adultos saibam valorizar os talentos infantis, pois assim a criança não se sentirá frustrada em seus sonhos — e, consequentemente, em sua vida. Isso significa que ensinar não é apenas transmitir conhecimento, mas também redimir, acolher e restaurar.
Quando a criança se sente incapaz, é essencial que o educador a ajude a enxergar seu valor e potencial. E como fazer isso? Por meio de tudo o que já foi dito: com palavras de afirmação, com acolhimento, com apoio ao que ela já sabe fazer — e não focando no que ainda não consegue realizar. Não permita que essa criança, ao se tornar adulta, perca a fé em seu futuro. Que os pais possam ajudá-la a acreditar em seus sonhos, para que um dia ela se orgulhe da própria trajetória.