
A geração atual é, paradoxalmente, a que mais “dedica” tempo aos estudos e, ao mesmo tempo, a que menos tem aprendido. Com o passar dos anos, a exigência por notas altas aumentou significativamente. No entanto, também se observa uma queda no comprometimento escolar das crianças: elas não conseguem mais reservar um tempo — mesmo que mínimo — para estudar, porque outras atividades (igualmente importantes) têm assumido prioridade. Essa inversão de foco tem impactado negativamente o desempenho escolar.
Tanto adultos quanto crianças precisam estar alinhados em seus três pilares: físico, mental e espiritual. Muitos adultos não conseguem manter esse equilíbrio e, inevitavelmente, acabam passando esse desequilíbrio para as crianças, que também enfrentam falhas em alguma dessas áreas. Se isso não for ajustado desde cedo, pode gerar consequências sérias no futuro. Como já se disse: “A verdadeira educação significa mais do que avançar em certo curso de estudos. É muito mais do que a preparação para a vida presente. Visa o ser todo, e todo o período da existência possível ao homem.”
Observa-se que o pilar mental tem sido sobrecarregado nas crianças: atividades excessivas e, muitas vezes, desinteressantes fazem com que o processo de aprendizagem perca o encanto. A escola passa a ser vista como inimiga, especialmente quando não entrega os resultados esperados pelos adultos.
Há uma crença de que investir apenas no pilar mental é suficiente para formar os adultos ideais. No entanto, essa abordagem negligencia os outros pilares, que são igualmente essenciais.
Mais valioso do que notas altas são os momentos de afeto e conexão: brincar, conversar e conviver em família têm papel fundamental na formação do caráter infantil. Os resultados escolares são importantes, mas não podem vir à custa da saúde integral da criança.