
Honras militares, orações e comoção marcaram a despedida do tenente da Polícia Militar de Alagoas, Abraão da Silva Taveira. O sepultamento ocorreu na manhã desta segunda-feira (11) no Cemitério São Miguel, na cidade de Garanhuns, em Pernambuco, terra natal do PM, que tinha 39 anos de idade e faleceu na sexta-feira (08), em Brasília/DF. Entre as homenagens, a despedida contou com a tradicional salva de tiros, guarda fúnebre composta por cadetes da PM e toque de corneta.
Os companheiros de “elmo” do tenente (como são chamados aqueles que, como ele, detêm a formação em policiamento de choque) encerraram o ato abraçados recitando a Oração do Choqueano: “A moral, a dignidade e a força do choqueano ecoarão pela eternidade e quando caminhar em direção a Vós (Deus) terei a certeza de que serei um Homem de Choque nesta e em outras vidas”, diz o trecho final da prece.
O comandante-geral da PM, coronel Paulo Amorim, assim como o subcomandante-geral, coronel Neyvaldo Amorim e outros oficiais superiores estiveram presentes. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), unidade de lotação do tenente Taveira, esteve representado por seu comandante, tenente-coronel Alexandre Jatobá, e seu efetivo. Oficiais e praças da Corporação, de instituições coirmãs, dos companheiros da turma de Aspirantes 2018 uniram-se aos familiares do combatente.
“Este é um momento de muita tristeza para todos nós que fazemos a Segurança Pública no Estado de Alagoas. Apesar da dor, estamos aqui rendendo todas as homenagens, prerrogativas e honras para este grande profissional da PMAL, nosso irmão tenente Taveira, um grande oficial”, destacou o coronel Paulo Amorim, que também deixou uma mensagem de encorajamento: “O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!”, reproduzindo o que está escrito na Bíblia Sagrada, no livro de Deuteronômio, capitulo 31, versículo oito.
Além de agradecer todo o apoio e homenagens recebidas neste período, o comandante-geral enfatizou também que já designou uma comissão que deve ir a Brasília. “Estivemos no Distrito Federal, dias após o acidente, e nos reunimos com os comandantes-gerais da PM e do Corpo de Bombeiros [de lá] e também levamos nosso apoio à família do militar. Agora a família quer respostas, a Corporação, a sociedade alagoana querem respostas, e respostas técnicas. Vamos apurar até o fim e de forma rigorosa o que aconteceu antes, durante e após a instrução que vitimou nosso militar”, assegurou o coronel.
Agência Alagoas