O Sistema Coletivo do Agreste (SCA) continua operando com 50% de sua capacidade, devido à paralisação de dois conjuntos motobombas – titular e reserva – que compõem a estação de captação de água do rio São Francisco, localizada no Morro do Gaia, em São Brás.
Após vistoria, técnicos da Agreste Saneamento, responsável pela operação do sistema, pré-diagnosticaram possíveis queimas dos dois motores provocadas por mexilhões dourados, que são sugados do rio e entram nos compartimentos internos dos equipamentos, causando o travamento do eixo da bomba. Esta espécie é exótica à fauna local, considerada uma praga na sua forma de proliferação e foi detectada recentemente nas unidades.
Os conjuntos motobombas foram encaminhados para uma empresa especializada, em Recife (PE), onde será feito um diagnóstico mais preciso das peças danificadas e, consequentemente, a realização de reparos e recuperação dos equipamentos.
Diante do cenário, a Agreste Saneamento está envidando todos os esforços no sentido de ter os motores consertados e reinstalados o mais breve possível. Enquanto isso, o sistema segue operando com a metade de sua vazão normal, o que pode ocasionar alguma deficiência nas cidades de Arapiraca, Olho D’água Grande, São Brás, Campo Grande, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Feira Grande e Coité do Nóia.
Para atenuar o impacto de desabastecimento, a empresa está reforçando o fornecimento de água por meio de caminhões-pipa para serviços essenciais e pontos críticos afetados da região do Agreste até que o sistema volte a operar normalmente.
Agência Alagoas