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Assistência à vítimas de violência sexual funcionará 24h durante o Carnaval

Assistência à vítimas de violência sexual funcionará 24h durante o Carnaval

Por: Patrick Rocha
17/02/2023 às 16h07 Atualizada em 17/02/2023 às 19h07
Assistência à vítimas de violência sexual funcionará 24h durante o Carnaval
Foto: Agência Alagoas

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Ser constrangido a presenciar, manter ou participar de uma relação sexual não desejada, com atos de intimidação, ameaça, coação e até mesmo com o uso da força, são formas de violência sexual previstas na lei. Em Alagoas, a Secretaria do Estado da Saúde (Sesau), por meio da Regulação da Rede de Atenção às Violências (RAV), garante assistência em saúde para vítimas de violência sexual no período de Carnaval.

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Localizada no Hospital da Mulher (HM), no bairro Poço, em Maceió, a RAV funciona 24 horas por dia, prestando atendimento às vítimas desse tipo de violência. O espaço conta com uma equipe multiprofissional, com psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, ginecologistas, pediatras, médicos peritos e policiais civis, promovendo a assistência integral em um único espaço.

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O serviço possui também mais três pontos de referência nas unidades de alta complexidade, como o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, que acolhe pacientes do sexo feminino de até 12 anos e masculino de todas as faixas etárias; o Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, que atende vítimas de ambos os sexos sem distinção de idade; e o Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, que acolhe as vítimas dos 46 municípios do Agreste, Sertão e Baixo São Francisco.

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No atendimento às vítimas são disponibilizados serviços de profilaxia das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), anticoncepção de emergência, coleta de vestígio, aborto previsto em lei, exames laboratoriais, assessoria jurídica, grupos de apoio e acompanhamento médico e psicossocial, por até seis meses após a violência.

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A coordenadora da Regulação da Rede de Atenção às Violências (RAV), Camille Wanderley, destaca que as vítimas não precisam realizar Boletim de Ocorrência para serem encaminhadas para o atendimento de saúde. Mas, enfatiza a importância de denunciar os agressores e combater a subnotificação de casos no Estado.

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“No último Fórum de Segurança Publica do Brasil, Alagoas teve um aumento de 23% de casos de violência sexual, o que significa que os alagoanos passaram a ter mais conhecimento sobre a existência da RAV, confiam e estão procurando a unidade para ter esse tipo de atendimento”, ressaltou a coordenadora, explicando que a violência sexual ainda é extremamente subnotificada. Nos anos anteriores, apenas 10% dos casos foram registrados.

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Agência Alagoas

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