Na manhã desta quinta-feira (25), a Polícia Federal iniciou uma operação nas cidades de Barra de São Miguel, Marechal Deodoro e na capital Maceió com o intuito de coletar mais provas de atuação de possível organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos. Mais outros quatro estados estão no circuito.
A operação teve início no ano de 2020 no município de Pacatuba, em Sergipe, com a finalidade de apurar supostos desvios de recursos destinados ao enfrentamento da Covid-19.
Após procedimentos de busca realizados na primeira fase do trabalho, as análises indicaram que as seis empresas convidadas a participar dos procedimentos licitatórios suspeitos efetivamente compunham a mesma organização criminosa.
Na residência de um dos investigados, por exemplo, foi localizada farta documentação relativas a aproximadamente 15 pessoas jurídicas, incluindo carimbos, logomarcas, assinaturas avulsas, documentos de identificação pessoal utilizados com o objetivo de vulnerar a lisura e o caráter competitivo de certames destinados à contratação com o poder público.
As medidas desencadeadas na fase inicial permitiram a localização de planilhas apreendidas em poder dos investigados e indicaram, ainda que de forma preliminar, prejuízos aos cofres públicos no montante de R$ 21.583.597,10.
Os envolvidos responderão pela prática de crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, dispensa indevida de licitação, fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.