
Na abertura da sessão deliberativa desta quarta-feira, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fez um apelo pela pacificação no processo eleitoral brasileiro e defendeu o trabalho da Justiça Eleitoral e a segurança das urnas eletrônicas. Em um pronunciamento de nove minutos, Pacheco afirmou que o Congresso Nacional dará posse ao presidente da República eleito, em 1º de janeiro de 2023, independentemente de quem seja o vencedor.
“No dia 1º de janeiro de 2023, aqui estaremos no Congresso Nacional a dar posse ao presidente da República eleito pelas urnas eletrônicas do nosso país, seja qual for o eleito. É essa a afirmação da democracia. É isso que é a expressão da vontade soberana do Congresso Nacional: afirmação da democracia, a realização das eleições, a confiança no sistema eletrônico de votação”, afirmou.
Segundo Pacheco, dois acontecimentos nacionais vão marcar este semestre: os 200 anos da Independência do Brasil e as eleições nacionais. O Congresso Nacional fará uma sessão comemorativa dos Bicentenário da Independência no dia 8 de setembro. “Tenho convicção de que esses dois acontecimentos se irmanarão em seu profundo significado cívico e serão marcados pela renovação de nosso amor pelo país e de nosso compromisso com a sociedade brasileira”, afirmou.
Para o presidente do Senado, as eleições representam um desafio nacional. “Não poderia deixar de rememorar da importância do período eleitoral no contexto democrático. A democracia pressupõe a realização de eleições livres e periódicas”, afirmou. “O rito eleitoral confere protagonismo à vontade popular, garantindo que os verdadeiros detentores do poder – o povo – possam livremente escolher seus representantes”, completou.
Conforme Pacheco, as eleições dão legitimidade ao poder político. “O resultado das urnas é a resposta legítima da vontade popular. Legitimidade que deve ser reconhecida assim que proclamado o resultado das urnas”, afirmou o presidente do Senado, destacando a confiança nas urnas eletrônicas.
“Eu tenho plena confiança no processo eleitoral brasileiro, na Justiça Eleitoral e nas urnas eletrônicas, por meio das quais temos apurado os votos desde 1996. Sei que esta posição é amplamente majoritária no Congresso Nacional”, completou.
As urnas eletrônicas têm sido alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, que levanta dúvidas sobre a segurança do processo eleitoral brasileiro, sem apresentar provas. Há pouco mais de 15 dias, Bolsonaro reuniu diplomatas estrangeiros e fez uma apresentação criticando as urnas eletrônicas e ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pacheco foi um dos primeiros a sair em defesa da Justiça Eleitoral e das urnas eletrônicas.
Agência CMA