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No dia mundial do cérebro, neurologista faz alerta sobre esclerose múltipla

Os sintomas também podem aparecer e desaparecer

Por: Patrick Rocha Fonte: Assessoria
22/07/2021 às 14h12 Atualizada em 26/08/2026 às 09h56
No dia mundial do cérebro, neurologista faz alerta sobre esclerose múltipla
Foto: Assessoria

No dia mundial do cérebro, dedicado em 22 de julho, a Federação Mundial de Neurologia, traz um alerta sobre a Esclerose Multipla (EM), que é uma doença neurológica debilitante que afeta mais de 2.8milhoes de pessoas no mundo.

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A neurologista, Maria Júlia Vasconcelos , da Neurointensiva, UTI neurológica do Hospital Memorial Arthur Ramos, explica que esta é uma doença neurológica, crônica e autoimune, em que células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões no cérebro e medula. “ Na esclerose múltipla, as lesões inflamatórias atacam a camada protetora que envolve os neurônios, chamada mielina, e isso atrapalha o envio dos comandos do cérebro para o resto do corpo.

A médica pontua que a cada cinco minutos uma pessoa recebe este diagnóstico . “Ela é diagnosticada em pacientes entre 20 e 40 anos, de maioria branca e principalmente mulheres. Os principais sintomas são fadiga intensa, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio, da coordenação motora, disfunção da bexiga, prejuízo visual”, pontuou.

Maria Julia ressalta que os sintomas e sua gravidade variam de pessoa pra pessoa. Alguns indivíduos podem não apresentar sintomas por quase toda a vida, enquanto outros têm sintomas acumulativos.

Os sintomas também podem aparecer e desaparecer. O diagnóstico correto e indicação do melhor tratamento para o caso só podem ser feito por médico especialista baseado no exame físico, ressonância magnética e exames laboratoriais .

“As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas existem estudos que sugerem que fatores genéticos e ambientais podem desempenhar um papel em seu desenvolvimento”, falou.

A neurologista informa que fisioterapia e medicamentos que suprimem o sistema imunológico tratam a doença e podem retardar sua progressão . EM ainda não tem cura. Quanto antes o paciente descobrir e começar tratamento, mais qualidade de vida ele terá.

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