
Cerca de 1,4 milhão de cubanos, quase 20% dos usuários, conseguiram acesso à Internet graças a ferramenta Psiphon Inc. A ferramenta desvia dos bloqueios da censura do governo socialista do país, que intensificou a censura após o início das manifestações desta semana.
Os protestos iniciaram em todo o país devido a escassez de produtos básicos, limites à liberdade individual, além de como o governo vinha lidando com o aumento dos casos de Covid-19 na ilha.
Na quinta-feira (15), mais de 1,3 milhão de pessoas acessaram à Internet por meio da ferramenta e nesta sexta-feira (16) o número estava se aproximando da mesma marca. O aplicativo pode ser baixado no Google Play ou Apple e, de acordo com os criadores, consegue contornar a censura.
De acordo com a NetBlocks, empresa de monitoramento de Internet, o governo socialista cubano restringiu o acesso às redes sociais, como Facebook e WhatsApp, em meio aos protestos.
O presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou que está analisando se o governo dos Estados Unidos pode ajudar aos cubanos a recuperar o acesso à Internet. Já a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, evitou as perguntas sobre se o governo tinha contatado empresas de tecnologia americanas.
A Psiphon Network é uma empresa canadense que recebeu apoio financeiro do governo americano, com o intuito de ajudar as pessoas a superar as restrições governamentais. Além de Cuba, a empresa já ajudou a população da China e do Irã.