
Uma manhã de caminhada, debates, fotografias, anotações e muitas ideias. O espaço da antiga Fábrica Carmen, no bairro de Fernão Velho, onde a Prefeitura de Maceió pretende criar um museu ecológico a céu aberto, inspirou coordenadores e técnicos do Grupo de Trabalho que encabeça o projeto.
Eles estiveram no local esta semana para identificar oportunidades de intervenções, compartilhar experiências e trocar informações sobre o que é ou não permitido no espaço, inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) do Catolé e Fernão Velho.
O resultado da visita será apresentado daqui a 15 dias, quando os coordenadores irão levar ideias, referências e laudos, como no caso da Defesa Civil, para direcionar como o Município poderá revitalizar uma área tão grande, hoje completamente ociosa.
“Nesse encontro, cada coordenador fez suas observações, e tanto a Coordenação de Meio Ambiente como a de Patrimônio se preocuparam em relação ao nível de abandono do local. É importantíssimo que o Município abrace esse lugar, pensando na questão da preservação, tanto patrimonial e histórica como ambiental, para que ele possa receber inúmeros trabalhos, projetos culturais, desportivos, ambientais e tantos outros”, ressalta o coordenador geral do GT, Fábio Palmeira.
De acordo com o coordenador de Meio Ambiente do grupo, Valdir Martiniano, o espaço da fábrica, que inclui uma área de Mata Atlântica com dois reservatórios naturais de água, ocupa pouco mais de 10 hectares em uma área de 5.400 hectares da APA de Fernão Velho, que abrange Maceió, Satuba, Coqueiro Seco e Santa Luzia.
A APA, diferente da Área de Proteção Permanente (APP), permite o uso sustentável dos recursos naturais e tem mais facilidade de desapropriação. Além disso, ele lembra que o local já possui plano de manejo desde 2019, elaborado por uma construtora como compensação ambiental após a construção de um loteamento.
“Trata-se de uma área particular que não está sendo bem manejada, tem partes degradadas, espécies exóticas rachando a contenção do reservatório. Essa área pode ser mais racionalmente explorada, com a plantação de espécies nativas, mais atrativas à fauna. A água que excede o reservatório em período de cheia pode ter um fim melhor, como uma piscina artificial na parte mais baixa do terreno”, afirma Martiniano.
Ascom Sudes