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Inadimplência começa a comprometer a venda de motos

Inadimplência começa a comprometer a venda de motos

Por: Paulo Rocha
07/01/2022 às 05h53 Atualizada em 07/01/2022 às 08h53
Inadimplência começa a comprometer a venda de motos
Agência Auto Businnes

Taxa de aprovação das propostas caiu de 48% para 35% e setor deve fechar o ano abaixo de 1,3 milhão de unidades

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[caption id="attachment_21110" align="aligncenter" width="974"] Agência Auto Businnes[/caption]

A venda de motos terá um pequeno crescimento de 6,2% em 2022, com 1,23 milhão de unidades emplacadas. A projeção contida foi divulgada no dia de ontem, 6, pela Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários. O motivo para esse baixo crescimento é o aumento da inadimplência.

“Isso vem sendo notado desde a segunda quinzena de novembro. Até então havia uma taxa de aprovação das propostas de financiamento de 48%, que recuou para 35% em dezembro”, afirma o diretor-executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli. O setor de duas rodas tem grande dependência das vendas financiadas pelo Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que responde por cerca de 40% dos negócios.

O segmento de motos encerrou 2021 com 1,16 milhão de unidades emplacadas, o melhor resultado para o setor desde 2015. Na comparação com 2020 houve alta de 26,4%. Somente em dezembro foram emplacadas 112,4 mil unidades. Foi o segundo melhor mês do ano passado, atrás apenas de julho, com 112,6 mil. A média diária de emplacamentos em dezembro se manteve próxima a 5 mil unidades.

De acordo com a Fenabrave, o crescimento esperado para 2022 leva em conta a procura ainda aquecida pelos entregadores de pequenas encomendas e também por consumidores que buscam transporte individual.

Ainda segundo a Fenabrave, a queda de renda e o aumento dos preços dos combustíveis têm levado alguns motoristas a trocar o automóvel pela motocicleta. “Este é um mercado muito sensível a emprego e renda”, recorda Franciulli.

Honda cresce 24% e Yamaha, 42%

Em todo o ano passado a Honda vendeu no País 882,5 mil motos e cresceu 24% na comparação com 2020, mas sua fatia de mercado teve pequena redução nesse intervalo, de 77,7% para 76,2%. A Yamaha anotou 201,7 mil motos emplacadas. Cresceu 42,1% sobre o ano anterior e viu sua participação aumentar de 15,5% para 17,4%. O resultado da vice-líder em 2021 seria até melhor, não fossem paralisações realizadas em maio e setembro em sua fábrica de Manaus (AM) por falta de peças.

A Shineray terminou 2021 em terceiro lugar, com 13,8 mil motos emplacadas e alta de 80,9% sobre 2020, mas sua fatia de mercado é de apenas 1,2%. A BMW terminou o ano na quarta colocação, com 11,9 mil motocicletas e pequena alta de 13,9% sobre 2020.

Continua chamando a atenção o desempenho da Royal Enfield no Brasil. Com novos modelos e a abertura de concessionárias, a marca inglesa controlada por indianos terminou 2021 na sétima colocação, com 6,5 mil licenciamentos e crescimento de 172% na comparação com o ano anterior.

A Harley-Davidson, contudo, caiu do 8º parta o 11º lugar. Teve apenas 2,3 mil motos licenciadas, registrando queda de 37,4% na comparação com 2020.

Agência Auto Businnes

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