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Saiba detalhes da investigação que resultou na prisão de padrasto acusado de matar bebê

Saiba detalhes da investigação que resultou na prisão de padrasto acusado de matar bebê

Por: Patrick Rocha
20/12/2021 às 14h06 Atualizada em 20/12/2021 às 17h06
Saiba detalhes da investigação que resultou na prisão de padrasto acusado de matar bebê
Foto: Ascom PCAL

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A Polícia Civil revelou detalhes das investigações que resultaram na prisão nesta segunda-feira (20) de um jovem de 19 acusado de matar o enteado, o bebê Lucas Felipe da Silva, de apenas oito meses de vida, e que foi encontrado morto em casa, com sinais de agressões, no dia 2 deste mês, no Tabuleiro do Martins, na parte alta de Maceió.

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As informações foram prestadas durante uma entrevista coletiva, no auditório da sede da instituição policial, no bairro de Jacarecica, com as presenças do delegado-geral Carlos Reis, do coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ronilson Medeiros, do médico-legista e diretor do Instituto Médico Legal (IML), Diogo Nilo, e do delegado Fábio Costa, responsável pelas investigações.

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No início da coletiva, o delegado-geral parabenizou a equipe da DHPP pelo rápido esclarecimento do crime, como também o trabalho realizado pelos médicos do IML, que ajudaram na elucidação do bárbaro assassinato.

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O acusado, ao ser preso, confessou a autoria do crime, alegando que desferiu socos na cabeça e pisoteou o bebê porque não parava de chorar.

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Inicialmente, nos primeiros depoimentos, ele e os familiares disseram que o menino tinha caído da cama e que foi notado que estava morto somente na manhã seguinte. Mas, o laudo do IML deixou claro que não se tratava de queda. O bebê apresentava diversas fraturas no crânio, com perda de tecido cerebral, inclusive. Além disso, foram notadas marcas indicando que sofria agressões já há algum tempo.

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“O crânio estava esfacelado e isso demonstrava que não tinha sido queda. Voltamos a interrogar mais uma vez o padrasto, que confessou e disse que ele estava bebendo junto com a sogra e fazendo uso de drogas, como maconha e crack, quando a criança começou a chorar e ele foi tentar fazê-la dormir do lado de fora da casa, onde era mais ventilado, ocasião em que aconteceram as agressões", afirmou Fábio Costa.

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No interrogatório, o padrasto contou que, enquanto estava do lado de fora, chegou a pedir uma camisa limpa à companheira e, quando ela apareceu no muro para entregar, ele disse que estava tudo bem. Ao sair do local, que era escuro, o homem estava com a roupa ensanguentada. Perguntado de onde vinha aquele sangue, o homem disse que era da boca da criança, que tinha "mordido a língua".

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A investigação concluiu que, o que aconteceu, de fato, é que o homem agrediu violentamente o bebê, desferindo murros e chutes contra a cabeça do menino, o que o levou à morte. A gravidade das agressões foi constatada em laudo do Instituto Médico Legal (IML), inclusive havia marcas de mordidas humanas.

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"Ele deu socos na cabeça e na boca do bebê, e também pisoteou a cabeça da criança porque ela não parava de chorar", afirmou o delegado responsável pelas investigações.

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Após as agressões, o padrasto teria dado um banho no bebê e entregado a criança à mãe, que tentou, mas não conseguiu amamentar. O casal teria ido dormir e quando acordaram, a criança estava morta.

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Segundo o delegado, a princípio, apenas o homem, que não teve o nome revelado, será indiciado pelo crime. Ele encontra-se na Delegacia de Homicídios, onde estão sendo adotados os procedimentos legais e, de lá, seguirá para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça, pois teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Carlos Pita.

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Ascom PCAL

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