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Justiça do Rio ouve testemunhas do caso Henry Borel

Justiça do Rio ouve testemunhas do caso Henry Borel

Por: Patrick Rocha
14/12/2021 às 22h43 Atualizada em 15/12/2021 às 01h43
Justiça do Rio ouve testemunhas do caso Henry Borel
Foto: TJRJ

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Testemunhas de acusação e de defesa da professora Monique Medeiros e do ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho, acusados pela morte do menino Henry Borel, foram ouvidas nesta terça-feira (14) no Tribunal de Justiça (TJ). A audiência de instrução e julgamento começou por volta das 10h50 e se estendeu até o período da noite.

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A primeira testemunha ouvida foi a cabeleireira Tereza Cristina dos Santos, que atendeu Monique no dia em que ela falou por vídeo-chamada com sua babá, que mostrou imagens de Henry mancando após supostos maus tratos. Ela confirmou a chamada e disse que Monique não interrompeu o tratamento de escova e permaneceu no salão, apesar da notícia.

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Também foi ouvido o deputado estadual Coronel Jairo, pai de Jairinho. Ele afirmou acreditar na inocência do filho e de Monique e contestou as lesões apontadas nos laudos do Instituto Médico Legal (IML), alegando que poderiam ser de trauma no fígado acontecido no passado do menino.

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A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital, teve que intervir por várias vezes, pedindo ordem aos advogados das partes, a fim de que estes não fizessem debates entre si dentro do tribunal.

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Também foram ouvidos o ex-vereador Thiago Ribeiro, amigo e colega de Jairinho; Herondina Fernandes, tia do réu; Cristiane Isidoro, ex-assessora do ex-parlamentar, que teve o mandato cassado pela Câmara dos Vereadores. A audiência terá continuidade nesta quarta-feira (15), quando serão ouvidas mais duas testemunhas. A juíza ouvirá Jairinho e Monique no ano que vem, quando decidirá se eles enfrentarão o júri popular.

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Presos desde abril, os réus foram denunciados pelo Ministério Público pela prática de homicídio qualificado (por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e impingiu intenso sofrimento, além de ter sido praticado contra menor de 14 anos), tortura, coação de testemunha, fraude processual e falsidade ideológica.

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Henry Borel Medeiros, filho de Monique e enteado de Jairinho, morreu no dia 8 de março. De acordo com informações da denúncia, o menino, de 4 anos de idade, teria sido vítima de torturas realizadas no apartamento do casal, na Barra da Tijuca. O garoto foi levado ao Hospital Barra D’Or, mas já chegou ao local morto. À época, Monique disse acreditar que o menino tivesse caído da cama. Jairinho alegou que estava dormindo, sob efeito de sedativos.

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Agência Brasil

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