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Bolsonaro confirma auxílio social de R$ 400, mas diz que não vai furar teto do orçamento

Bolsonaro confirma auxílio social de R$ 400, mas diz que não vai furar teto do orçamento

Por: Paulo Rocha
20/10/2021 às 19h54 Atualizada em 20/10/2021 às 22h54
Bolsonaro confirma auxílio social de R$ 400, mas diz que não vai furar teto do orçamento
Foto: Alan Santos/PR

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O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nesta quarta-feira, que o benefício do Auxílio Brasil – programa social que substituirá o Bolsa Família – será de R$ 400, mas que o teto dos gastos públicos será respeitado. “Ontem decidimos, como esta chegando ao fim o auxílio emergencial, dar uma majoração para o antigo programa Bolsa Família, agora chamado Auxílio Brasil, de R$ 400”, afirmou.

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Bolsonaro disse que os recursos para o programa virão do orçamento da União. “Ninguém vai furar teto, ninguém vai fazer estrepolia com o orçamento, mas seria extremamente injusto deixar aproximadamente 17 milhões de pessoas com valor tão pouco do Bolsa Família”, completou o presidente, acrescentando que, em governos anteriores, não havia o limite de gastos públicos. “Isso não existia no passado, mas, mesmo assim, conseguimos fazer mais com menos”, completou.

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Segundo Bolsonaro, a medida foi criticada pela imprensa. “Disse que é um programa assistencialista. Ora, hoje em dia a média do Bolsa Família é de R$ 192 e a média do auxílio emergencial é R$ 250”, afirmou Bolsonaro, criticando as medidas de isolamento.

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Bolsonaro participou do lançamento do edital de construção do Ramal de Salgado, em Russas (CE), parte do projeto de transposição do rio São Francisco. Com um investimento de R$ 600 milhões, a obra vai abastecer 54 municípios da região. Faz parte do programa federal Jornada das Águas, que visa ampliar a oferta de recursos hídricos para a população.

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Ao final do discurso do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, um grupo de pessoas gritou “fora, Bolsonaro”. Em seguida, ao assinar o edital, o presidente foi saudado com gritos de “mito”.

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CPI DA PANDEMIA

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Bolsonaro reiterou críticas ao trabalho da CPI da Pandemia, do Senado Federal, que começou a apreciar o relatório final das investigações. “Como seria bom que aquela CPI tivesse fazendo algo de produtivo para o Brasil. Tomaram tempo do nosso ministro da Saúde, de servidores de pessoas humildes e de empresários, mas nada produziram, a não ser o ódio e o rancor entre alguns de nós que não temos culpa de absolutamente nada”, afirmou.

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“Sabemos que fizemos a coisa certa desde o primeiro momento”, completou Bolsonaro, defendendo o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19. “No momento em que ninguém sabia como tratar aquela doença, eu tive a coragem de me apresentar, depois de ouvir muita gente, em especial médicos, para uma possível solução calcada na autonomia médica”, afirmou o presidente Bolsonaro, perguntando ao presentes quem havia contraído Covid-19 e quem havia tomado cloroquina e ivermectina.

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O presidente voltou a criticar o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a exigência de vacinação e as medidas de isolamento social para enfrentamento da pandemia. Para Bolsonaro, a política de isolamento social, que mandou as pessoas ficarem em casa, é “nefasta, injusta e criminosa”.

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Bolsonaro falou, mais uma vez, sobre as dificuldades do exercício da presidência da República, mas destacou o trabalho de sua equipe de ministros e a atuação do Congresso Nacional. “Uma das coisas que me confortam é saber que naquela minha cadeira presidencial não está sentado um comunista. Naquela minha sala não entra nenhuma bandeira vermelha. Aquela minha sala é de vocês”, afirmou.

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Fonte: Agência CMA

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