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Vulcão deixa Ilha de La Palma, na Espanha, irreconhecível

Vulcão deixa Ilha de La Palma, na Espanha, irreconhecível

Por: Patrick Rocha
19/10/2021 às 08h10 Atualizada em 19/10/2021 às 11h10
Vulcão deixa Ilha de La Palma, na Espanha, irreconhecível
Foto: Reuters

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Um mês depois da erupção do vulcão Cumbre Vieja, a ilha de La Palma, na Espanha, está irreconhecível em algumas áreas, como a Ilha das Canárias. O vulcão continua a expelir lava e cinza. 

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Com a atividade vulcânica, a visibilidade no território torna-se difícil e a quantidade de matéria que continua a sair do vulcão impressiona.

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É nessa região que o madeirense Luís Ramos trabalhava numa plantação de bananas, uma das principais fontes de riqueza da ilha.

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O português perdeu o emprego e a casa e agora vive na casa do patrão da mulher, com o sogro, a mulher e os filhos.

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Luís Ramos já nem sabe identificar bem o local onde morava.

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Trinta dias depois do início da erupção, continua sem nada, recorreu às seguradoras e ainda não obteve resposta. Agora, só pede um sítio para ficar nem que seja provisório.

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O Cumbre Vieja continua com atividade intensa, apesar de, nas últimas horas, ter entrado numa fase de "estabilidade e lentidão".

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O dia de hoje transcorre sem incidentes. As autoridades alertaram, em comunicado, que dada a previsão da chegada ao mar de uma frente ativa de lava, e da provável emissão de mais gases nocivos para a saúde, poderá ser determinado um confinamento da população em áreas próximas.

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Esse rio de lava acabou por, nas últimas horas, desacelerar a velocidade para apenas dois metros por hora, adiando por mais alguns dias o contato com as águas do Oceano Atlântico.

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Há sinais de alguma normalização no dia a dia dos moradores. As autoridades responsáveis pela educação nas Ilhas Canárias permitiram que as aulas nas escolas fossem retomadas nos municípios mais afetados pelo vulcão (Tazacorte, Los Llanos de Aridane e El Paso), com um número de alunos superior a 90%.

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A Ilha de La Palma trnasformou-se, neste mês, em um dos locais mais observados do mundo, com os cientistas aprofundando os conhecimentos sobre a evolução do planeta.

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Foi um mês sem descanso para a população da ilha, confrontada com uma catástrofe social e econômica, sendo no entanto um alívio o fato de não ter havido até agora qualquer morte em consequência da atividade do vulcão. A solidariedade, assim como a erupção, tem sido constante

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Um mês após o início da erupção, ocorreu neste fim de semana o terremoto de maior magnitude (4,6), a 37 quilômetros de profundidade. Segundo o Plano de Emergência Vulcânica da Ilhas Canárias (Pevolca), é possível que se repita.

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A área de terrenos destruída pelo vulcão de La Palma é de 811,8 hectares, segundo os últimos números divulgados pelo sistema de satélites Copernicus da União Europeia.

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Por outro lado, estima-se em 1.956 o números de edifícios destruídos. O número de quilômetros de estradas afetadas é de 64,3, dos quais 60,5 estão totalmente destruídas.

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O presidente da comunidade autônoma espanhola das Ilhas Canárias, Ángel Víctor Torres, disse que não acredita que "o fim da erupção em La Palma está iminente.

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Segundo os cientistas, a possibilidade de a erupção enfraquecer "não está perto", uma vez que ainda existem deformações na área do cone do vulcão. A possibilidade de haver novas saídas de lava não está totalmente excluída.

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"Estamos à mercê do vulcão, é o único que pode decidir quando ele termina", disse o presidente das Canárias, assegurando que "o maior desejo" do arquipélago, neste momento, é que a força do vulcão comece a enfraquecer.

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A atividade sísmica associada à erupção vulcânica em La Palma continua ativa, com dezenas de tremores de terra sendo registrados diariamente, alguns deles sentido pela população da ilha.

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Mesmo assim, o comitê científico, que aconselha as autoridades, atribui a atividade sísmica à realimentação do vulcão em camadas profundas de terra e exclui, de momento, a possibilidade do aparecimento de novas bocas eruptivas nas áreas onde os tremores ocorrem em grandes profundidades.

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Uma semana antes da primeira erupção, uma atividade sísmica intensa começou a ser registada na ilha, o que já tinha acontecido nove vezes desde 2017.

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Em 14 de setembro, o Instituto Nacional Geográfico espanhol (IGN) registrou 3 mil eventos sísmicos, 700 dos quais em profundidades entre 9 e 12 quilômetros.

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Em 19 de setembro começou a ficar claro para as autoridades que a atividade sísmica correspondia a uma fase pré-eruptiva e foi iniciada a retirada preventiva de moradores com mobilidade reduzida nos núcleos em risco.Nesse mesmo dia, começou a erupção vulcânica em Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, na área despovoada de Cabeza de Vaca, município de El Paso.

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Esta é a oitava erupção em La Palma desde que foram mantidos registros históricos e a décima sétima nas Ilhas Canárias.

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Durante o mês em que está ativo, o vulcão tem-se reativado várias vezes com diferentes graus de atividades explosiva e emissão de gases tóxicos e cinzas, com mais retiradas de moradores.

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As companhias de transportes aéreos suspendem por vezes suas operações em La Palma por causa das cinzas.

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Segundo cálculos feitos pelo Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias (Involcan), a erupção vulcânica de Cumbre Vieja pode durar entre 24 e 84 dias, com média geométrica de cerca de 55 dias.

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Agência Brasil

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