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Maior expedição científica do Brasil começa no dia 31 no Rio São Francisco

Maior expedição científica do Brasil começa no dia 31 no Rio São Francisco

Por: Paulo Rocha
18/10/2021 às 19h28 Atualizada em 18/10/2021 às 22h28
Maior expedição científica do Brasil começa no dia 31 no Rio São Francisco
Assessoria

Abertura oficial dos trabalhos será no dia 1º de novembro com repovoamento de peixes nativos e doação de material para comunidades ribeirinhas

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[caption id="attachment_13184" align="alignleft" width="385"] Assessoria[/caption]

Já está quase tudo pronto para iniciar a maior expedição científica do Brasil, que acontece de 31 de outubro a 10 de novembro no Rio São Francisco, um dos mais importantes do país, que nasce em Minas Gerais e passa por 507 municípios em seis estados. A 4ª edição da Expedição Científica, coordenada pelo professor Emerson Soares, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), terá como temaConsolidando a Ciência em ações ambientais no Baixo São Francisco e visa comparar com os resultados das expedições anteriores, que apontaram graves problemas ambientais, como comprometimento nos ecossistemas aquáticos, terrestres e de populações humanas.

O ponto de partida será o município ribeirinho alagoano de Piranhas, local também da abertura do evento no dia 1º de novembro, às 9h30, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, cuja pasta financia o projeto. A edição de 2021 contará com 66 pesquisadores em dois barcos laboratórios, cinco lanchas, catamarã de apoio e de uma produtora premiada internacionalmente, a Aventuras Produções, de Vera e Yuri Sanada, que vai realizar um documentário, único felllow member brasileiro do Explorers Club.

Um avião não tripulável fará o mapeamento de toda a região do Baixo São Francisco, contemplada com pesquisas em 35 áreas. O trajeto aquático e terrestre, alvos de pesquisa e de intervenções junto às comunidades ribeirinhas, contempla ainda as cidades de Pão de Açúcar, Traipu, São Brás, Igreja Nova, Penedo e Piaçabuçu, em Alagoas; Propriá e Brejo Grande, em Sergipe.

A interação dos pesquisadores com comunidades escolar ribeirinhas é um dos pontos altos da expedição. “Este ano teremos a instalação de cinco modelos demonstrativos de fossas sépticas biodigestoras com reuso de água para plantios, além de doação de equipamentos com projetor multimídia [datashow], notebooks e caixas de som para escolas e de 400 kits de material escolar”, antecipou o coordenador.

Soares revela, ainda, que também estão na programação da edição 2021 a doação de minitratores a associações rurais; realização de exames de pele e 450 testes RT-PCR, para covid-19, nas comunidades. Uma ação bucal, a exemplo da edição de 2020, será feita junto aos estudantes das escolas ribeirinhas.

“A expedição científica proporciona ações sociais de inclusão da população ribeirinha e do pescador, além da valorização da política agroecológica, educação ambiental, rico e amplo material científico, atraindo os olhares do poder público para a região do Baixo São Francisco”, acrescentou Emerson Soares, com a esperança de reverter o empobrecimento de espécies e da biodiversidade.

Além da Ufal, a expedição envolve as universidades federais de Sergipe (UFS), da Paraíba (UFPB), de Rondônia (Unir), Rural de Pernambuco (UFRPE) e Instituto Federal do Ceará (IFCE). Também são parceiras as seguintes instituições: Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), Embrapa- Tabuleiros Costeiros, Codevasf- 5SR, Emater-AL, Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh), Instituto de Pesquisa Renato Archer, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marinha do Brasil, Pedreira Triunfo, Agência Peixe Vivo e Fundepes.

Programação

O ponto de encontro das equipes vindas de locais fora de Alagoas será em Maceió. No dia 31, todos vão se descolar em micro-ônibus e camionetes com destino à Piranhas. A abertura oficial da expedição está marcada para o dia 1º de novembro, com repovoamento de peixes nativos, doação de material, e o início dos trabalhos de campo.

A partir do dia seguinte, a expedição segue viagem com paradas em Pão de Açúcar (2/11), Traipu (3/11), São Brás (4/11), Porto Real do Colégio e Propriá (5/11), Igreja Nova (6/11) e Penedo, onde as equipes vão trabalhar durante dois dias. Nos últimos dias da viagem, a expedição ainda visita Piaçabuçu (8/11), Foz do São Francisco (9/11) e Brejo Grande, em Sergipe (9/11).

Os trabalhos se encerram na cidade de Penedo, às 11h do dia 10 de novembro, com muita experiência e novidades na bagagem.

Com informações da UFAL

 

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