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Primeiro-ministro rejeita "imigração descontrolada" no Reino Unido

Primeiro-ministro rejeita "imigração descontrolada" no Reino Unido

Por: Patrick Rocha
03/10/2021 às 16h04 Atualizada em 03/10/2021 às 19h04
Primeiro-ministro rejeita
Foto: Reuters | Toby Melville

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O primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse neste domingo (3) que não recorrerá à "imigração descontrolada" para resolver as crises de combustível, gás e alimentos, sugerindo que tais tensões fazem parte de um período de ajuste pós-Brexit.

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Ao participar de conferência do Partido Conservador, Johnson foi novamente forçado a defender o governo das queixas daqueles que não conseguem abastecer seus carros, dos varejistas avisando sobre escassez de alimentos para o Natal e das empresas de gás com dificuldades em meio ao aumento dos preços no atacado.

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O primeiro-ministro quis usar a conferência para virar a página após mais de 18 meses de covid-19 e voltar a se concentrar em suas promessas eleitorais de 2019: combater a desigualdade regional, o crime e promover a assistência social.

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Em vez disso, ele se viu pressionado nove meses após o Reino Unido concluir a saída da União Europeia, movimento que, segundo ele, dará liberdade para ajustar melhor a economia.

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"O caminho a seguir para nosso país não é apenas apertar o botão da imigração descontrolada e permitir que um grande número de pessoas trabalhem... Então, o que eu não farei é voltar ao velho modelo fracassado de baixos salários e baixa qualificação apoiada pela imigração descontrolada", disse ele ao programa "Andrew Marr Show", da BBC.

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"Quando as pessoas votaram pela mudança em 2016 e novamente em 2019 como fizeram, votaram pelo fim de um modelo falido da economia do Reino Unido que dependia de baixos salários, baixa qualificação e baixa produtividade crônica, e estamos querendo nos distanciar disso."

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Foi o mais próximo que o primeiro-ministro chegou de admitir que deixar a União Europeia contribuiu para as tensões nas cadeias de abastecimento e na força de trabalho, impactando desde a entrega de combustível até a potencial escassez de perus para o Natal.

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Mas enquanto o governo planeja emitir milhares de vistos temporários para motoristas de caminhão e avicultores, Johnson deixou claro que não abrirá as portas da imigração, mais uma vez transferindo para as empresas a responsabilidade de aumentar os salários e atrair mais trabalhadores.

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A escassez de trabalhadores após o Brexit e a pandemia de covid-19 geraram problemas em setores da economia, interrompendo entregas de combustível e remédios e deixando mais de 100 mil suínos à espera de devido à falta de trabalhadores.

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Agência Brasil

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