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Vereadores cobram punições à Braskem e reparações justas às famílias nos bairros afetados

Vereadora Teca Nelma e o vereador Charles Hebert lembraram os oitos anos do primeiro tremor localizado no bairro do Pinheiro, em Maceió

Por: Redação Fonte: Ascom CMM
03/03/2026 às 20h01 Atualizada em 04/03/2026 às 14h05
Vereadores cobram punições à Braskem e reparações justas às famílias nos bairros afetados
Foto: Ascom CMM

O desastre socioambiental que atingiu e ainda causa prejuízos às famílias nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol tem sido um debate recorrente na Câmara Municipal. Nesta terça-feira (3), completa-se oito anos do primeiro tremor localizado no bairro do Pinheiro, e até hoje, a mineradora Braskem tem sido cobrada por reparações justas aos moradores. 

O tema foi levado ao plenário pela vereadora Teca Nelma e pelo vereador Charles Hebert, durante a sessão na Câmara. Para a vereadora, a tragédia continua impune. 

“São oito anos do maior crime socioambiental em Maceió, e a memória das vítimas que residiam nos bairros continua sendo afetada. Esta tragédia resultou em mais de 60 mil pessoas expulsas de suas casas e mais de 15 mil imóveis destruídos por causa da ganância desenfreada da Braskem. E, com a complacência de instituições, o caso Braskem segue impune, ninguém foi diretamente responsabilizado, condenado ou preso. Já as vítimas, estas continuam sendo vítimas da mineradora”, declarou Teca Nelma. 

Em um segundo momento do discurso, a vereadora chamou a atenção para regiões que estão ilhadas, a exemplo dos Flexais, em Bebedouro, e localidades situadas no bairro Bom Parto. 

“Muitas famílias estão jogadas no isolamento, que todos os dias imploram por realocação e indenizações justas. Até o momento, nada foi feito em benefício destas pessoas. Nem o Fundo de Amparo ao Morador tem recursos para beneficiar essas famílias de alguma forma ou com alguma política de reparação de danos”, destacou a parlamentar. 

Também em discurso durante a sessão desta terça (3), o vereador Charles Hebert reforçou que é necessário cobrar da mineradora Braskem a repactuação de acordos efetivados, já que as famílias estão no prejuízo, perderam as suas casas, precisaram deixar os bairros e não encontram perspectivas de mudança de vida. 

“São vítimas que estão prejudicadas até hoje, e a Braskem precisa ser responsabilizada para repactuar acordos. O acordo da Braskem com a cidade de Maceió não ultrapassou R$ 25 bilhões. Para se ter uma ideia, aquela área [bairros atingidos e evacuados], a Braskem está como posse dela, inclusive tenho recebido informações de que está sendo registrada em cartório no próprio nome da Braskem. Somente aquela área está avaliada em mais de R$ 50 bilhões, e a mineradora está ficando com o terreno pela metade do preço, e não indenizou as vítimas, as famílias, como deveria”, contextualizou o parlamentar. 

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