
A capital alagoana registrou, nos últimos dois dias, uma nova redução do número de pessoas com a segunda dose das vacinas contra a Covid-19 em atraso. De acordo com o último levantamento, realizado nesta quarta-feira (8), 2.391 pessoas atualizaram seu cartão de vacinação, garantindo a imunização completa contra a doença.
A análise anterior, que avaliou o período de 2 a 7 de setembro, havia identificado um total de 31.673 faltosos e o número já apresentava queda em relação à última semana de agosto. Desta vez, no entanto, a redução do quantitativo de pessoas que ainda não compareceram para completar a imunização foi ainda mais rápida, caindo, já no dia seguinte, para 29.282 pessoas com o calendário em atraso. Agora, isso representa 9% do total de pessoas que passaram da data marcada para completar a vacinação.
De acordo com a Diretora de Vigilância em Saúde do Município, Fernanda Rodrigues, os resultados positivos foram gerados pelo conjunto de ações promovidas pela Prefeitura, especialmente através dos meios de comunicação, para sensibilizar os mais diversos públicos. Um exemplo foi a antecipação da aplicação da segunda dose das vacinas Astrazeneca e Pfizer em até dez dias.
“Além dessa estratégia, a Prefeitura também buscou articular, junto aos setores produtivos, o incentivo à vacinação dos seus trabalhadores, promovendo o monitoramento direto da aplicação dessas doses”, frisa Fernanda.
Realizada com base na plataforma de dados abertos da vacinação contra a Covid-19 do Ministério da Saúde, a análise – que considera apenas Maceió como o município de aplicação – apontou que do número de pessoas com a segunda dose em atraso, 4.299 são da vacina Coronavac, 13.851 da Astrazeneca e 11.132 da Pfizer. “É importante destacar, ainda, que alguns destes usuários podem ter recebido a segunda dose em outras localidades”, ressalta a diretora.
Entre as categorias/públicos com maior percentual de faltosos para a segunda dose estão as pessoas em situação de rua (27,71%) e a população privada de liberdade (41,49%). Esses altos números se justificam, no entanto, pela dificuldade de localização dos usuários e devido à expedição de alvarás de soltura e transferências, respectivamente.
Em seguida, apresentam um grande quantitativo de doses em atraso os trabalhadores da saúde (3.047 doses) e industriais (3.023 doses), que representam, nessa ordem, 5,22% e 14,17%, do total de primeiras doses aplicadas nesses públicos.
Ascom SMS