
O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas denunciou um homem acusado de pedofilia pela prática de estupro de vulnerável contra três meninas, pelo menos cinco vezes, preso em operação realizada pela Polícia Federal. Além disso, Anderson Dantas d´Almeida, conhecido como “Panda” ou “Pandovsky”, também é acusado de fotografar, filmar ou registrar cena pornográfica, envolvendo criança ou adolescente e disponibilizar essas imagens pela internet.
O homem também é acusado de adquirir, possuir e armazenar pelo menos 9.642 fotos e vídeos contendo cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.
O acusado, de 53 anos, teve o notebook, um HD, um pen drive e o celular apreendidos em diligência de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua casa no dia 12 de abril de 2023. Durante a análise do material apreendido, a perícia recuperou uma vasta quantidade de arquivos contendo cenas de abuso ou exploração sexual infantil no notebook, no HD externo e no cartão de memória do aparelho celular, sendo necessário, inclusive, que a Polícia Federal realizasse uma análise por amostragem em função do grande volume de dados.
Também foram encontrados programas de computador para compartilhamento de arquivos, utilizando de tecnologia de conexão ponto a ponto (P2P), o que possibilita a conexão direta entre dois computadores conectados à Internet, para fins de troca de arquivos, funcionando, assim, como um fichário, informando ao interessado onde pode obter determinado arquivo, através de pesquisa com palavras-chave.
Pela quantidade de material encontrado, inclusive com imagens do próprio acusado praticando os estupros, o MPF considera que se trata de um abusador em série. No equipamento periciado foi encontrado material pornográfico gravado desde 2010. Além de manter as relações sexuais com crianças na própria residência, em motéis e no carro, o acusado fotografou e filmou atos de abuso sexual infantojuvenil, tendo produzido cerca de 130 vídeos pedopornográficos.
“É muito importante combater esses crimes, com o objetivo de punir efetivamente quem explora a situação de vulnerabilidade dessas crianças e adolescentes. O estupro é um crime abominável, o que foi praticado contra essas meninas não pode ficar impune, tudo agravado pela exposição dessas cenas de sexo explícito ou pornográfico, na internet”, comentou o procurador da República Carlos Eduardo Raddatz, autor da denúncia.