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Reunião discute problemas da rede municipal de ensino do Benedito Bentes

Reunião discute problemas da rede municipal de ensino do Benedito Bentes

Por: Paulo Rocha
27/07/2023 às 20h12 Atualizada em 27/07/2023 às 23h12

Servidores, Polícia Militar e Semed participaram das discussões

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[caption id="attachment_68187" align="aligncenter" width="1600"] Foto: José Paulo Lacerda | CNI[/caption]

Uma reunião realizada nesta quinta-feira (27) discutiu os problemas enfrentados pela rede municipal de educação, no Benedito Bentes, onde há 23 unidades de ensino.

O encontro realizado no ginásio de uma escola particular do bairro foi articulado pelo vereador do bairro, Siderlane Mendonça, para a apresentação um levantamento feito a partir de visitas nas unidades de ensino, provocadas por denúncias da própria comunidade. Nesses locais, foram constatados diversos problemas de segurança e infraestrutura.

"Temos essa prerrogativa de fiscalizar a prestação de serviço público e o tratamento dado à população. E infelizmente vi de perto tudo o que as pessoas estavam denunciando no meu gabinete e até quando eu passava pelas ruas do bairro. Após isso foi que decidi iniciar um diálogo mais próximo com a comunidade escolar, pra ampliar a discussão e buscar soluções efetivas. Trabalhei por vários anos como professor e sei que essa pauta é prioridade", explicou.

Linha de frente

Vários profissionais da educação participaram da reunião, sendo 13 diretores e vice-diretores. Eles tiveram a oportunidade de participar de uma mesa redonda, apresentando as dificuldades e necessidades dos locais de trabalho.

A diretora da Escola Padre Brandão Lima apresentou problemas diversos da unidade de ensino que foi realocada para o Benedito Bentes, após a tragédia provocada pela Braskem. As dificuldades apresentadas por ela comprometem a qualidade do ensino e forma direta.

"Na escola temos 8 cadeirantes e lá tem um elevador de acessibilidade. Entramos lá em 2022 e até o momento esse elevador nunca funcionou. Está funcionando como depósito de produtos de limpeza. Como lá é um polo bilíngue pra surdo, temos um aluno surdo com nanismo. Tivemos de adaptar porque ele não conseguia subir e descer a escada (para o primeiro andar). Só temos escadarias laterais. Não temos rampas. Não podemos colocar ventilador porque as paredes não suportam o peso. A gente aguentou até chegarem os ar condicionados. Colocaram no prédio, em abril e até hoje não funciona porque não tem tomada. E isso sem falar na praga de ratos, que existe na escola", detalhou.

Já a diretora da Escola Petrônio Viana, Janete Alcântara, fez um relato emocionado da problemática enfrentada por ela.

"Pedimos um simples retelhamento e a gente não consegue. É como aqueles pesadelos que gritamos e ninguém nos escuta. É um sentimento de impotência, de tristeza, como se nada saísse do lugar", desabafou.

Durante a reunião os profissionais ainda apresentaram problemas relacionados à segurança. Tanto patrimonial, quanto dos próprios servidores e dos alunos. Um exemplo citado foi de um pai, embriagado, que foi até uma escola e ameaçou a comunicada escolar.

Policiamento

Policiais Militares também participaram da reunião. A coronel Danielli, comandante do Batalhão Escolar e da Patrulha Maria da Penha, esclareceu pontos importantes do trabalho da PM, direcionado ao ambiente escolar. Adiantou, ainda que a corporação vai reforçar a atuação na parte alta da capital. Principalmente no Benedito Bentes.

"A gente traz algumas boas novas. No mês de agosto toda a Segurança Pública tem um projeto para 'subir'. Nós acabamos de chegar ao Batalhãoe temos o interesse de dinamizar esse acesso, o vínculo existente entre as unidades municipais e o Batalhão. É necessário que haja essa porta aberta. Vamos criar um grupo com as escolas municipais do Benedito Bentes, porque o pronto-atendimento é bem mais rápido. Também temos o NACE - Núcleo de Acompanhamento da Comunidade Escolar, que palestra, vai às escolas para ver necessidade que a Polícia Militar pode alcançar. Vamos deixar o número e o e-mail do Batalhão Escolar para ocupamos toda essa parte alta", garantiu.

Semed

A Secretaria de Educação de Maceió (Semed) foi representada pela servidora Juliana Ivo, pois a secretária Jó Pereira teve um choque de agenda que impediu a participação dela. Juliana adiantou que a gestão já tomou providências para acelerar a resolução dos problemas apresentados

"A equipe do Núcleo de Articulação que vai estar em contato direto com os diretores visitou as 23 escolas do Benedito Bentes e fez um formulário diagnóstico. Acreditamos que até terça-feira a gente tenha esse diagnóstico pronto pra analisar quais são as mais críticas e possa começar a executar (os serviços). Do compromisso do Núcleo de Articulação, há um compromisso para agilizar e facilitar a vida de vocês, o máximo possível, no que for mais urgente", afirmou.

Assessoria

 

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