
Ao menos sete palestinos, dois deles menores de idade, morreram nas últimas horas na Faixa de Gaza como resultado de intensos bombardeios realizados por aeronaves israelenses, o que elevou nesta quarta-feira para 22 o total de mortes nessas circunstâncias desde ontem, incluindo a de 13 civis.
Além disso, quase 50 pessoas ficaram feridas devido aos bombardeios, sendo cerca de 20 apenas hoje, segundo a contagem oficial do Ministério da Saúde palestino.
Após o “assassinato seletivo” – como descreve Israel – de três funcionários de alto escalão da Jihad Islâmica Palestina (JIP) em Gaza, Israel voltou hoje a atacar alvos militares desse grupo que o país considera terrorista. Por sua vez, milícias palestinas em Gaza responderam com o lançamento de quase 300 foguetes em direção ao território israelense.
Um menino de cinco anos foi morto por mísseis de Israel em um povoado beduíno no norte de Gaza, e uma menina de dez anos foi morta na cidade de Gaza. Desta forma, subiu para seis o número de menores mortos nesses confrontos desde ontem.
Um civil de 20 anos também morreu na cidade de Gaza devido a bombardeios do exército israelense que visam desmantelar a estrutura militar da Jihad Islâmica, grupo considerado terrorista também por Estados Unidos e União Europeia.
Dois homens foram mortos em Rafah e outros dois em Khan Younis, ambas cidades do sul de Gaza. Depois de relatos confusos sobre se os quatro eram ou não combatentes, o braço armado da Frente Popular de Libertação da Palestina confirmou que todos eram seus integrantes.
A Câmara de Operações Militares Conjuntas, que reúne as facções armadas palestinas em Gaza – incluindo a Jihad e o movimento islâmico Hamas – advertiu que Israel “pagará o preço de sua agressão”, e a resposta veio hoje com o lançamento de quase 300 foguetes em território israelense, que fizeram soar alarmes no sul do país e na região de Tel Aviv.
“Os ataques da resistência unificada fazem parte do processo de resposta ao massacre perpetrado pela ocupação sionista e fazem parte da sua defesa do nosso povo palestino. A resposta da resistência é obrigatória e constante contra qualquer agressão”, disse hoje o porta-voz do Hamas, Abd al Latif all Qanou, em Gaza, sobre a resposta conjunta que pode levar a outra escalada bélica.
Agência EFE