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Valter Campanato/ Agência Brasil[/caption]
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou nesta segunda-feira (17) que o salário mínimo será corrigido acima da inflação em 2024. O projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias — LDO (PLN4/2023) encaminhado na última sexta-feira (14) ao Congresso Nacional fixa o benefício do próximo ano em R$ 1.389. O valor considera apenas a aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) projetado para este ano (5,16%).
— Colocamos na LDO aquilo determinado pela Constituição: salário mínimo mais inflação para que não haja perda. Mas é óbvio que não há a menor chance de o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) no ano que vem não dar aumento real do salário mínimo. Ele virá não só com o aumento da inflação, mas com o percentual permitido pelo espaço fiscal. O aumento vai ser real. O “quanto” vai depender da aprovação do novo arcabouço fiscal e de que forma fizermos incremento de receitas de um lado e corte de despesas de outro — disse Simone em uma entrevista coletiva para esclarecer pontos do PLN 4/2023.
Mais cedo, o senador Rodrigo Cunha (União-AL) criticou o valor previsto para o salário mínimo na LDO. Segundo o parlamentar, “não se pode aceitar um reajuste tão pequeno, um aumento tão irrisório” para o benefício.
— Eu entendo o esforço da equipe econômica para garantir a estabilidade fiscal do país. Mas para além da visão dos tecnocratas e burocratas, a verdade é que o povo está passando fome. Vamos falar na prática, sem “arrodeio”: em Maceió somente um botijão de gás já custa em média R$ 120. Ou seja, quase de 10% deste valor do suposto novo mínimo a ser pago em 2024. E comida, energia, água, roupa? Como que o trabalhador vai comprar? Como a maioria que ganha salário mínimo vai sobreviver? O mínimo tem que ter aumento real, acima da inflação. Somente repor a inflação oficial é muito, muito pouco — destacou o parlamentar.
Fonte: Agência Senado