
Após uma série de reuniões em São Paulo, nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a receptividade foi muito boa em relação ao novo arcabouço fiscal apresentado ontem pelo governo. “Alguns detalhes vão ter que ser equacionados no tempo, que vão ser apresentados, porque a regra fiscal é só o começo de um trabalho de recuperação das contas públicas para ampliar o nosso horizonte de planejamento e investimento”, disse.
Haddad se reuniu com empresários de diferentes segmentos: do mercado financeiro, de energia, da indústria e da habitação. “Nós recebemos vários setores da indústria hoje aqui. É importante que a indústria se enxergue na nova regra fiscal, porque há demandas da indústria de reindustrializar o país e para isso há várias demandas que cabem dentro dessa nova regra, como uma espécie de plano safra da indústria”, afirmou.
Segundo Haddad, o governo estuda criar para a indústria um programa semelhante ao Plano Safra. “Estão começando a se desenhar alguns programas voltados para isso, com a transparência que tem o Plano Safra, que é rubrica orçamentária, atendimento universal, tanto para o pequeno produtor quanto para o grande produtor. Isso está começando a ser discutido a partir da provocação de um grupo de empresários”, disse.
O ministro disse que o mercado de capitais está interessado em fomentar a industrialização do país, como juros mais acessíveis do que “as taxas exorbitantes” hoje praticadas no país. “Há uma série de desdobramentos que começam a aparecer diante desse horizonte que se abriu a partir de ontem. É para isso que ele serve mesmo, para começarmos a desenhar o Brasil do futuro”, argumentou.
Agência CMA