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GM deve ser convocada para explicar demissões de líderes sindicais

GM deve ser convocada para explicar demissões de líderes sindicais

Por: Paulo Rocha
14/12/2022 às 05h16 Atualizada em 14/12/2022 às 08h16
GM deve ser convocada para explicar demissões de líderes sindicais
Foto: Agência Business

Requerimento foi aprovado pela Câmara dos Deputados

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[caption id="attachment_51050" align="aligncenter" width="700"] Agência Business[/caption]

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento que convoca a General Motors (GM) a explicar as demissões dos dirigentes sindicais Luiz Carlos Prates (mais conhecido como Mancha) e Gilvan Landim.

O documento foi apresentado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade) e pede a “realização de Audiência Pública para discutir a violação, por parte da Empresa General Motors, ao direito constitucional de estabilidade das direções sindicais e garantia de livre associação sindical, presente no art. 8º da Constituição Federal”.

Foi solicitada também a presença de representantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Previdência, CSP-Conlutas e demais centrais sindicais nessa audiência, que deve ser realizada no início de 2023.

Demissões da GM violam Constituição, diz Sindicato

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Mancha e Gilvan foram demitidos em decisão unilateral da GM, em novembro e "a empresa sequer deu explicações sobre o motivo dos desligamentos".

Mancha é metalúrgico da GM há 35 anos e membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, enquanto Gilvan é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul. Por isso, eles têm direito à estabilidade no emprego.

O Sindicato afirma que a decisão de demiti-los viola o artigo 8º da Constituição Federal e a Convenção 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Não aceitaremos o desrespeito à liberdade de organização e essa perseguição política inadmissível. Nós, dirigentes sindicais, precisamos ter garantia de emprego para poder continuar defendendo os direitos dos trabalhadores”, declarou Mancha.

Agência Business

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