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BCG é a única vacina do calendário infantil que já bateu a meta de cobertura em 2022

BCG é a única vacina do calendário infantil que já bateu a meta de cobertura em 2022

Por: Paulo Rocha
12/12/2022 às 05h21 Atualizada em 12/12/2022 às 08h21
BCG é a única vacina do calendário infantil que já bateu a meta de cobertura em 2022
Foto: Agência Fiocruz

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A menos de um mês do fim do ano, dados preliminares do Programa Nacional de Imunizações (PNI) indicam que o Brasil ainda não atingiu a meta de cobertura vacinal para a maioria dos imunizantes do calendário básico infantil em 2022. Apenas a BCG, que previne formas graves de tuberculose, chegou à meta de vacinar 90% dos bebês menores de um ano no cenário nacional - embora as regiões Sul e Sudeste não tenham atingido a meta. O cenário mais grave é registrado entre as vacinas aplicadas após o aniversário de um ano - tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (que inclui a primeira dose da varicela, além de sarampo, caxumba e rubéola) e hepatite A - que estão com cobertura inferior a 50% da população-alvo. A análise é divulgada pelo Observa Infância (Fiocruz/Unifase).

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A meta anual é vacinar 90% dos bebês menores de um ano com a BCG. Para a febre amarela, a meta é 100%, enquanto para os demais imunizantes do calendário básico a meta estipulada pelo Ministério da Saúde é 95%. A tríplice viral, aplicada a partir dos 12 meses de idade, tem a menor cobertura do calendário básico infantil. Segundo os dados disponíveis até novembro, duas de cada três crianças no Brasil não completaram a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola ao longo do segundo ano de vida.

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Já a cobertura dos imunizantes previstos no calendário para bebês menores de um ano ficou abaixo da meta em todos os casos, mas os registros indicam maior adesão à vacinação nessa faixa etária. A cobertura nacional contra DTP (difteria, tétano e coqueluche), poliomielite, PCV (pneumocócica), MenC (meningite C), hepatite B e Hib (Haemophilus influenzae tipo B) ficou acima de 70%, mas ainda está longe da meta.

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A proteção contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib é feita com três doses da vacina pentavalente, uma combinação da DTP com os outros dois imunizantes, e deve ser concluída antes do primeiro ano de vida. O calendário básico também prevê dois reforços da DTP: o primeiro com um ano de vida e o segundo aos quatro anos. Já a BCG, aplicada ao nascer ou dentro dos primeiros dois meses de vida, é a única vacina do calendário que já alcançou a meta em 2022, com cobertura superior a 90%. Na outra ponta, a vacina contra a febre amarela só chegou a 55% da população-alvo, segundo os dados disponíveis até agora.

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Os dados foram coletados em 28 de novembro de 2022. Para o cálculo da cobertura vacinal em crianças menores de um ano, o Observa Infância considera o número de doses aplicadas naquele ano e o número de nascidos vivos no ano corrente, segundo o Sistema Nacional de Nascidos Vivos (Sinasc). Para crianças que já completaram um ano, a estimativa é baseada no número de nascidos vivos do ano anterior menos o número de óbitos de menores de um ano registrados também no ano anterior, segundo o Sistema de Informações Sobre Mortalidade (SIM). Os dados ainda podem sofrer alterações devido ao tempo necessário para o preenchimento. Os municípios têm prazo até 2024 para finalizar os registros.

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O Observa Infância calcula a cobertura do grupo de vacinas indicados para a proteção contra as mesmas doenças, o que permite acomodar as mudanças no calendário e estabilizar os indicadores vacinais para trabalhar com a série histórica. Para Patricia Boccolini, coordenadora do Observa Infância, os dados preliminares de 2022 indicam que a tendência de queda na cobertura das vacinas do calendário infantil se mantém este ano. “2022 não é um caso isolado. Ao longo da última década, o que vemos ano após ano é um cenário de queda constante nas taxas de vacinação. É possível que alguns municípios ainda alcancem a meta para algumas vacinas, já que os dados ainda estão incompletos, mas no cenário nacional dificilmente veremos uma mudança tão abrupta, ainda mais se considerarmos a tendência dos últimos anos”, afirma Patricia Boccolini.

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Agência Fiocruz

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