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VW pode matar Polo, mas garante sobrevida ao Golf na Europa

VW pode matar Polo, mas garante sobrevida ao Golf na Europa

Por: Paulo Rocha
20/11/2022 às 18h14 Atualizada em 20/11/2022 às 21h14
VW pode matar Polo, mas garante sobrevida ao Golf na Europa
Foto: Agência Business

Marca diz que custo inviabiliza produção de hatch de entrada

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[caption id="attachment_48934" align="aligncenter" width="758"] Agência Business[/caption]

A Volkswagen estaria cogitando descontinuar sua linha de veículos compactos na Europa. A decisão seria tomada pelos altos custos para readequar seus motores à nova lei de emissões de poluentes Euro 7, que poderia elevar o preço final dos modelos em até 5 mil euros - algo em torno de R$ 27,7 mil, em conversão direta.

Em entrevista "Autocar", o CEO da VW, Thomas Schäfer, disse que o time de engenheiros está avaliando as normas da lei, e que uma decisão deve sair nas próximas semanas.

“Nós tínhamos um plano muito interessante, no qual pensamos que o Euro 7 representa uma barreira intransponível que poderia acelerar o processo de eletrificação”, declarou o executivo durante o Salão de Los Angeles.

“Planejamos a chegada de uma nova linha de compactos elétricos contemplando as marcas Volkswagen, Skoda e Cupra com produção na Espanha e estreia a partir de 2025. Isso basicamente substituiria os motores a combustão em veículos pequenos como o Polo, uma vez que os carros se tornaram tão caros (atendendo ao Euro 7) que seguir investindo neles não faria sentido algum”.

Custo seria inviável

O executivo reiterou que os compactos não devem receber novos investimentos caso as regras do Euro 7 realmente sejam tão rígidas como aparentam.

“Duas ou três semanas atrás, nós soubemos que o Euro 7 não seria algo tão complicado para nós. Então pensamos que manter modelos como o Polo em linha poderia nos ajudar nessa transição (para os carros elétricos). Não haveria mudança de planejamento, mas ajudaria financeiramente ao facilitar esse processo e reinvestir recursos ao mesmo tempo”, ponderou. Só que na semana passada outra mensagem chegou até nós (confirmando que regras mais rígidas serão implementadas) e voltamos à estaca zero - o que é ainda pior para nós”, admitiu.

“Não faz sentido continuar apostando em veículos compactos após o Euro 7. Isso faria o preço dos carros subir de 3 mil a 5 mil euros, ou até mais, e isso tornaria-os inviáveis”

Embora a Comissão Europeia tenha afirmado que um veículo dentro das normas do Euro 7 poderia acrescentar apenas 304 euros (quase R$ 1.700) ao valor do carro, as tecnologias necessárias para colocá-lo dentro dos novos padrões de poluentes custariam muito mais do que isso.

Golf não morrerá

[caption id="attachment_48935" align="aligncenter" width="753"] Agência Business[/caption]

Se o futuro do Polo está em xeque, pelo menos a marca não pretende acabar com o Golf, cuja geração atual deve ser vendida até 2027 ou 2028.

"Nós temos nomes muito icônicos na gama, como Golf e GTI. Seria loucura deixá-los morrer sem mais nem menos. Vamos seguir a lógica da família ID, mas modelos icônicos terão nomes próprios", assegurou o CEO da Volkswagen.

Schäfer utilizou como exemplo a ID Buzz, que traz a sigla adotada para veículos elétricos juntamente com um nome próprio. "A Volkswagen pode ter um ID Golf. Nós não vamos abrir mão do nome 'Golf', de jeito algum".

Entretanto, o executivo deixou claro que um novo Golf não substituiria o ID.3, uma vez que os modelos são considerados carros distintos em porte e posicionamento de mercado. Questionado se haveria espaço para os dois no portfólio da marca, Schäfer foi sucinto.

"Sim. O ID.3 nunca foi um sucessor do Golf. Está mais para um Golf Plus (em alusão à minivan vendida pela VW entre 2004 e 2014)".

Elétrico abaixo de 20 mil euros

Enquanto a fabricante não define os futuros de seus hatches, Schäfer disse que a Volkswagen está empenhada em fazer com que o elétrico ID.2 custe menos do que 25 mil euros. Existem, porém, planos para tentar chegar à cifra de menos de 20 mil euros - ou pouco mais de R$ 111 mil, em conversão direta.

“A realidade é que nós precisamos ter algo abaixo da faixa dos 20 mil euros, mas isso ainda não está certo. A única confirmação, por ora, é a do ID.2, mas nossa equipe está trabalhando em ideias. Sinceramente ainda não achamos uma solução para os custos das baterias. Acho que essa meta pode ser atingida, mas provavelmente precisaríamos pensar na autonomia”, concluiu.

Agência Business

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