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Para Mercedes-Benz, Brasil pode representar 10% das vendas globais

Para Mercedes-Benz, Brasil pode representar 10% das vendas globais

Por: Paulo Rocha
08/11/2022 às 14h22 Atualizada em 08/11/2022 às 17h22
Para Mercedes-Benz, Brasil pode representar 10% das vendas globais
Agência Automotive Business

Montadora ainda persegue estabelecimento da produção regular em suas fábricas, que seguem afetadas pela falta de componentes

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[caption id="attachment_47907" align="aligncenter" width="764"] Agência Automotive Business[/caption]

Se a Mercedes-Benz quer ser bem-sucedida no mercado global, ela precisa, primeiro, ser bem-sucedida no Brasil. A premissa, presente no discurso da CEO global Karin Rådström, na Fenatran, pode ser vista refletida nas ambições que a montadora traçou para o mercado doméstico em termos de vendas, no médio prazo: 10% das vendas globais da marca, ou 50 mil unidades/ano.

Os volumes atuais, 22 mil unidades até setembro, segundo dados do Renavam, ainda estão longe desse patamar, mas a executiva sinalizou que os ventos pandêmicos que sopram no setor podem mudar de direção a partir do ano que vem para uma direção mais otimista.

"Manter a produção em ritmo regular ainda é o nosso grande desafio, mas a tendência é de que o cenário possa mudar gradativamente em 2023", disse Karin, na segunda-feira, 7.

Mercedes depende de suprimentos no Brasil

O tema é estratégico porque atender a demanda projetada depende da disponibilidade de produto na rede de distribuição, algo que hoje ainda enfrenta atrasos por causa da falta de componentes na cadeia de suprimentos. Atualmente, em volume, o Brasil é o maior mercado dos caminhões Mercedes-Benz no mundo.

Paralelamente às questões que envolvem a produção de caminhões no Brasil, a Mercedes apresentou ao mercado brasileiro um pouco da sua oferta global de caminhões elétricos. No primeiro dia da Fenatran a empresa mostrou uma unidade do pesado e-Actros, desenvolvido para operações de longa distância em mercados como Europa, China e Estados Unidos.

A versão apresentada é um pouco diferente daquela vista pela reportagem de Automotive Business no Salão de Hannover, em setembro, com a cabine mais baixa do que a que equipa o modelo revelado naquela oportunidade. O veículo ainda não está disponível para venda no país.

"O país precisa de uma grande infraestrutura para que a Mercedes-Benz possa aplicar este line up elétrico no mercado local. Indústria e governo precisam enfrentar este desafio juntos", disse a CEO da montadora.

Outra novidade da montadora foi uma versão autônoma do caminhão Atego desenvolvida para aplicação na logística interna de uma empresa de detergentes. Este não é o primeiro modelo do tipo em operação no Brasil, existem outros, por exemplo, atuando em processos de colheita de cana-de-açúcar.

Agência Automotive Business

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