Sexta, 18 de Setembro de 2026
22°C 28°C
Maceió, AL
Publicidade

Após nova “década perdida”, especialistas indicam que presidente eleito deve priorizar agenda do crescimento econômico

Após nova “década perdida”, especialistas indicam que presidente eleito deve priorizar agenda do crescimento econômico

Por: Paulo Rocha
18/10/2022 às 05h37 Atualizada em 18/10/2022 às 08h37
Após nova “década perdida”, especialistas indicam que presidente eleito deve priorizar agenda do crescimento econômico
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Entre 2011 e 2020 a economia brasileira cresceu, em média, 0,3% ao ano. Foi a década de pior desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 120 anos. O resultado da economia nesse período ficou abaixo, inclusive, da chamada “década perdida”, entre 1981 e 1990, quando o PIB cresceu apenas 1,6% a.a.

Continua após a publicidade

Ao Brasil 61, especialistas afirmaram que a pauta do crescimento econômico deve ser uma das prioridades da agenda econômica do presidente da República eleito em outubro. Os economistas também opinaram sobre as estratégias que o próximo governante deve adotar para que o país volte a crescer de forma mais expressiva.

Continua após a publicidade

Para o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, a chave para o crescimento econômico começa por manter aquilo que vem dando certo nos últimos anos, como as reformas estruturais, mais precisamente do trabalho e da previdência. “É fundamental continuar na implementação dessas reformas, porque ainda falta muita coisa para organizar melhor o funcionamento da economia”, destaca.

Continua após a publicidade

Ele cita as reformas tributária e administrativa como imprescindíveis, mas também diz que é preciso abrir a economia, aumentar a competitividade e, consequentemente, a produtividade no país. De acordo com o Índice de Liberdade Econômica de 2022, divulgado pela Heritage Foundation, o Brasil ocupa a posição de número 133 entre 184 países. Isto quer dizer que em 132 países é mais fácil fazer negócio do que aqui.

Continua após a publicidade

"É necessário continuar com as privatizações, tirar o Estado de uma forma estrutural da economia e criar incentivos para o setor privado ocupar esse espaço, como aconteceu nos últimos quatro ou cinco anos, quando a taxa de investimento saiu de 15% e foi para 19% do PIB, com uma queda ao mesmo tempo da taxa de investimento do setor público”, diz José Camargo.

Continua após a publicidade

Benito Salomão, economista-chefe da Gladius Research, destaca que a economia brasileira apresenta taxas de crescimento baixas há mais de dez anos, o que também vale para o PIB per capita. O nosso PIB per capita vem estagnado há mais de uma década. Em 2022, o Brasil tem o mesmo PIB per capita que tinha em 2009. Então, há uma agenda de crescimento que precisa ser enfrentada pelo governo”, analisa.

Continua após a publicidade

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que o PIB per capita brasileiro na última década empatou com o dos anos 80 como aqueles com os piores desempenhos desde o início do século XX. A riqueza por habitante recuou 0,6%. Em uma comparação internacional com 190 países, o PIB per capita do Brasil performou pior do que o de outras 155 nações entre 2011 e 2020. Em vizinhos sul-americanos, como Chile e Peru, o indicador cresceu 0,8% e a década foi positiva.

Continua após a publicidade

Salomão acredita que a agenda do crescimento econômico deve ser marcada pela abertura da economia, aprovação de marcos regulatórios, investimento em ciência, tecnologia e infraestrutura (rodovias, ferrovias, portos e aeroportos). Essa pauta, segundo o economista, deve ser tocada pelo presidente em paralelo a uma agenda que ele classifica como de “desenvolvimento social e humano”.

Continua após a publicidade

“É preciso que a agenda de crescimento econômico se dê concomitantemente com a agenda de distribuição de renda e de investimento maciço em capital humano. Isso envolve também investimentos em educação, envolve fortalecimento de programas de transferência de renda, envolve política de permanência e acompanhamento das crianças nas escolas, ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz.

Continua após a publicidade

Brasil 61

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Maceió, AL
23°
Chuvas esparsas
Mín. 22° Máx. 28°
24° Sensação
1.54 km/h Vento
94% Umidade
100% (7.99mm) Chance chuva
05h15 Nascer do sol
17h19 Pôr do sol
Sábado
26° 24°
Domingo
26° 23°
Segunda
26° 24°
Terça
26° 24°
Quarta
27° 22°
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,12 -0,04%
Euro
R$ 5,88 -0,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 423,331,13 +1,87%
Ibovespa
185,992,03 pts 0.24%
Publicidade
Enquete
...
...
Publicidade